segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Acabei revendo dois vídeos que me emocionam consideravelmente e dessa vez tiveram um pesar diferente. Deixo-os aqui.





Só de mim




E ah! Acabei me encontrando num texto de outro alguém. Pra variar. E nem são 14:12h. Talvez mais tarde seja ou amanhã.



Meu dia acordou ruim e estou até agora esperando ele dormir de novo. Quem sabe, assim, essa leseira passe. Já são quatro textos desde ontem. Não queria nem escrever. Perdi o cursinho de novo. Gastei minhas economias com esse celular que funciona quando bem entende, e que me fez vir a Madureira nesse calor. Esvaziei meus potes, então Paradise falls ficara mais distante. Mais um pouco eu teria 1/4 da minha passagem, que certamente teria de ser completada pela minha mãe. Dinheiro é o que menos importa.

Fiz o almoço voando (meu pai levou toda a paella pro almoço). Pensei no meu lar futuro. E todos almoçaram em tempo. Minha mãe agradeceu. Ela chegou, sentou, comeu e até conseguiu descansar um cadinho antes de ter que ir trabalhar de novo. Ela nunca para. Tenho de fazer isso mais vezes por ela. 

Essa pressão estranha nos olhos e na cabeça que não me deixa. Embaça a vista e a vida. Mais uma coisa pra ver. Não tenho raciocinado como antes e me sinto mais inútil. Odeio passar mal sem ter alguém conhecido por perto. Coisa de criança?

Por falar em criança, esse lugar lembra um pouco da minha infância. As consultas e revisões pediátricas, as farmácias de manipulação e homeopatia. Me lembra da história dos gêmeos mais o primogênito de uma família que eu ouvi no caminho de ida, que me lembra outra tristeza/alegria - não sei se é a melhor palavra - e da minha vontade de ter filhos e abdicar um pouco da minha carreira por eles. Quero representar pra eles pelo menos 1/3 do que a minha mãe representa pra mim. Lembrei de quando mexi na minha barriga e ali pousei as mãos meio que sem jeito e você me acompanhou naquele dia 30 de um mês desgostoso.

Engraçado, aqui tem várias lojas de bebê - desde sempre - e meu olhar perante a elas mudou bastante. Percebi isso semana passada. Antes isso só acontecia com lojas de móveis.

O mais engraçado daqui é que as lojas se misturam como... sei lá o quê. E o sex shop que a minha mãe me levou pra conhecer um dia, nem me causou risos hoje. Nem precisei entrar. Sempre achei a vitrine cafona, porém, engraçada e já sei que lá dentro tem um milhão de pênis em forma de vibradore por todos os cantos. E ah, eu não estou pra pênis hoje!

Um bebê sorriu pra mim e meu sorriso amarelou-se. O dele era bem mais límpido. Os neurônios espelho dele estão em pleno funcionamento, os meus, nem tanto. Vem vindo outros dois ali. Talvez um dia venham os meus, mas enquanto isso, eu só espero pelos 40 minutos que me restam e como uns chocolates sem vontade, só pra ver se a vontade vem.






Hoje eu acordei assim. Não odiosa por ser segunda, mas cheia de segundas lembranças que me laçaram ao peito e me tiraram o meio sorriso que venho cultivando. Um cultivo descabido de perguntas e exclamações. Lágrima que escorria de um olho só e mais lembranças. Más lembranças. Sou os quatro cantos desse quadrinho e o caminho quadrado que comentei no texto de ontem. Eu odeio imaginar. Eu odeio de verdade. Já não sinto raiva. Só sinto dor mesmo - porque veio do amor. Ao imaginar e projetar o que ocorrera. É bom desabafar pra sair de vez, já engoli meu orgulho de novo e quase de uma só vez. Senti descer rasgando, mas foi num só shot. E agora venho tentando conviver com a lembrança que vez em quando aparece e a imaginação de cada frame, mesmo não tendo participado da cena. Temi um filme maior em tempo e proporções. Previ estragos. Li entusiasmos. Senti-me só por ter sido esquecida. Senti angústia por toda a impulsividade, mas deve ser só porque contenho a minha. Quase sempre vivi de cálculos e o que era espontâneo somente acontecia, sem prejudicar. Fui procurar ajuda na psicologia, li Edwin Guthrie, "Se o rato faz uma visita ao saco de grãos, podemos ter certeza que ele voltará." Desisti. É dúbio, daí surtei e tranquilizei. A psiquê humana é absurda. Não devo ter nascido pra me relacionar. Deixa eu voltar pra minha segunda e ver se ela acaba melhor.

domingo, 28 de setembro de 2014

"Would it be much better if I knew nothing about you"

E fora preciso uma música-presente, uma máxima, ou qualquer coisa do tipo para que eu tivesse ânimo de escrever. Não ânimo, mas uma fagulha no meio da fogueira que é minha mente. Elevei algo que estava no meio de tantas outras coisas pra poder escrever, mas chega uma hora que as coisas vão se embaralhar e nem eu vou entender coisa alguma.

Sempre me questionei sobre isso e realmente achava melhor não saber muito de você pra não criar as planárias que levei comigo por tempos, quando juntos ou não. Talvez não saber tivesse evitado muita coisa. Talvez não tivesse mexido no mal resolvido. Talvez não nos levasse a ressentir por elas, não digo brigar. Talvez não tivesse lhe levado a ter olhos, mãos e boca pra outrem. Ou talvez tivesse. 

Tenho me questionado tanto e também não pensado em nada. Ando mais em quadrado do que em círculos. Na verdade as coisas surgem pelo ócio. Acho que há um recital maior de porquês na minha mente do que há na mente de muitas crianças, além do meu entrave científico e a criação de hipóteses infinitas e nesse caso, não testáveis. Não posso abrí-las para especulação. 

Me sinto tão mínima perto das máximas que exigem de mim, e do que dizem que mereço ou não. É ou era, um momento tão máximo, que em poucos meses eu poderia redefinir o rumo da minha vida e poder criar mais planos numa carreira nova, mas com um amor antigo. Lhe deveria uma champagne, umas bolhinhas no nariz e um cintilar de estrelas resumidos num tim tim. De um, seriam vinte.

Eu pensava saber tanto de você, que hoje eu não sei nada. Realmente nunca devo lhe ter compreendido como querias. Na verdade, eu compreendi o quanto podia. Sei tanto quanto a máxima da música e ou o quanto eu achava melhor nada saber, mas nunca pensei que seria dessa forma.

A adversidade foi cruel, e por mais tristeza que tenha causado a você, antes de todo o ocorrido, era eu quem estava triste. Era eu quem estava triste, mas parecia não poder ficar. "Mas isso machuca; mas isso também me deixa triste; mas eu também sou ser humano." Eu também sou e eu também estava triste e sofrendo por uma coisa que fizera/falara de mim por um causo teu e mesmo assim num turbilhão de coisas ruins que eu vi, li e senti, eu perdoei e voltei pra você. Eu, que também estava mal e triste, nada fiz com você, que me causou tal tristeza. Só lhe tinha ternura, mesmo no silêncio.  E este sempre diz muito aos que sabem o ler. E pelo meu perdão, eu recebi tão menos em troca, que eu nada mais soube de você.

Sempre nos achei tão diferentes, que via muitas outras possibilidades de relacionamento pra você e convivi com isso, bem, ainda o faço. Realmente somos muito diferentes, mas nossos sonhos se cruzavam e muito, eu acho. Minha cabeça já encontra-se em desalinho e me perdi na escrita. Caminho ao encontro de novos motivos.

O que mais sinto é que você sente, e muito, pelo que fez conosco e com você principalmente, e não sei como ajudar em muito porque também é difícil pra mim (tem sido menos difícil, passado aos poucos, mas só vai passar "devagarinho"). Lhe quero sereno, como antes. Como o que dizem que fiz por você, mas você não tem se ajudado. Na verdade, você não se vira muito bem na adversidade. 

Sinto muito por muita coisa, inclusive, por não poder ajudar com teu problema. Eu tentei, mas parece que não funciona. Talvez este fora um viés a mais para o que houve, identificação de outro tão parecido em história e "atraente", num momento frágil pra nós, mas que parecia ser mais frágil pra você - pior pra você - quando não o era. É uma pena você ter estado sem óculos, mas bem, acho que não fez questão na hora.

Você é engenheiro demais pra algumas coisas, mas quando se trata de sentimento e discrepância, o quadro muda. A carência se torna grande, o problema existente também e você parece mais querer fugir do que enfrentar e sei lá que válvula de escape usa. Uma que causa um problema maior, talvez. Por querer continuar, lhe alerto. Problemas maiores vão aparecer, mas agir de forma não condescendente não é a solução. Concessão é a palavra. Das grandes, daquelas que a tia do C.A deveria colocar no ditado até aprendermos a grafia e o significado corretamente, principalmente porque muitos erram por tantos c's e ss's. 

Nosso rótulo é não ter rótulos, e esse parece bem mais difícil que o anterior. Porque quando bater o desespero, não há facebook que o avise do que somos, há somente coração e futuro. Esperança num mar de desesperança. Há de ser redundante e há de haver coragem. Talvez, um dia, poderemos emponderar alguns e formar uma coleção, a qual eu espero não ficar na estante. 

É difícil voltar ao antes, fazer melhor, mas espero que os cochilos tranquilos apaguem de vez ou que passou, ou nos impulsione por um caminho diferente, uno ou dúbio. Estamos a tentar. Que o colchão e o sono nos conforte.

Te amo, boa noite e bom trabalho.








domingo

o antes não volta
fazer melhor é difícil
o processo é gradual
mas se tem pressa

ninguém quer mais tristeza
ruim junto
pior separado
não que seja ruim
alguns momentos nos cortam
de lembranças

odeio essa falta de métrica
de todo poema
as conversas extintas
as palavras meia boca
que mal vem à boca

a saudade é grande
o abraço, rascante
o dengo, pedinte
a saudade, não exime

sábado, 27 de setembro de 2014

her

E tudo o que eu mais queria hoje era escrever um livro com toda essa confusão que você me causa, deixa aqui e vai embora. Eu já devia ter me acostumado. Isso era o que eu queria, mas o que eu consegui foi ver um filme que há muito queria, Her
E ela tem feito muito por mim mesmo.






quarta-feira, 24 de setembro de 2014

um homem que eu desconheço, que passei a admirar ao ver o amor dos pais e pelos pais, mas que em idas e vindas parece usar o coração. talvez não valha um centavo, ou pode ter aprendido a valer, todo mundo um dia aprende a ser e ter valores. um homem literalmente de palavra.
tenho usado textos outros por estar sem inspiração, sem vontade de escrever, estar trocando letras e até o sujeito pelo predicado, e por parecer que me compreendem tão bem ou melhor do que eu. então, me pergunto: qual a mulher que eu quero?. minhas orações têm estado com sujeito desinencial. o sujeito está no que a gente não diz.

reflections of a skyline

terça-feira, 23 de setembro de 2014

sobre ver, sentir e escrever

Vi uma foto, senti uma coisa e falta dela, deu vontade de escrever. Li o que estava escrito também. Achei saudoso. Senti saudades. Quis o antes.

“I will remember your small room, the feel of you, the light in the window, your records, your books, our morning coffee, our noons, our nights, our bodies spilled together, sleeping, the tiny flowing currents, immediate and forever. Your leg, my leg, your arm, my arm, your smile and the warmth of you who made me laugh again.”


de longe, até que nos parece agora.

Meu pai acabou de falar de você, inclusive. Ri meio sem graça, só pela graça. Ele nem sabia o que eu escrevia, e pra variar, ele nem sabe que eu escrevo.
E foi atrás de momentos perdidos e recordações saudosas, que fui procurar em fotos momentos bons vividos por outros e foi por isso que montei um álbum deles. Momentos do que eu esperava viver, muitas vezes com você, e hoje temo que eles aconteçam, mas também que não aconteçam. O nosso toque não parece o mesmo.

Passei a odiar casais com a mesma velocidade e voracidade com a qual eu lia e buscava estudar sobre amor romântico, sorrio menos ao ver crianças e gestantes, infelizmente sabemos porquê. Estou com receio de fazer pediatria. Descobri o porque odiei sempre romantizar relações e mexer com o futuro. Foi bom até onde sabemos, mesmo com os pormenores de antes. 

Estava indo pro cursinho semana passada, quando passei mal. Já tinha pego o metrô em Irajá e resolvi parar no Nova América. Estava quente e eu estava com febre. Precisei sair pra comprar água, mas resolvi passar no Starbucks pra gelar o céu da boca com um frappuccino. Também quis me lembrar de você. Recostei-me no mesmo sofá que estávamos até a minha pressão ficar ok e lembrei do casal de estudantes que vi no metrô de Irajá. Até que os olhei com afeto, mas no fundo tinha um resquício de inveja e muita compaixão, e também um cadinho de raiva porque tinha lugar melhor pra eles se pegarem do que no meio do caminho de uma pessoa atrasada. Demorei um pouco pra retornar ao metrô e chegando em Irajá, pra minha surpresa, eles ainda estavam lá. Pareciam ter todo o tempo do mundo. Senti saudade do meu pouco tempo com você entrecortado de afazeres, códigos seus e estudos meus. Perdi umas horas de estudo, ganhei até uma reprovação, mas a minha concessão de tempo me fez ganhar bons momentos com você. Você também cedera, mas se via obrigado a tanto, que esquecia de ceder vez em quando. Eu relevei o quanto pude, mas quando eu não podia ceder você sentia. Quando eu não correspondia, você sentia. E eu só relevei, quando você não podia. E você fez o que eu não merecia, sabe-se lá Deus porquê. Vez em quando um mosquitinho da lembrança vem cá e me pica, e você sabe bem que eu tenho alergia a insetos e incho. Me sinto diminuta. Corpo, alma, mente, coração. 




Minha mãe estava falando sobre partos comigo e disse que eu certamente teria um humanizado. Concordei com ela. Ela disse que eu teria de ter um bom marido para que isso ocorresse também. Por um instante, pensei: Eu tinha. 
Na verdade, eu nunca tive. Eu tinha você e a projeção do que você podia ser/fazer por nós e futuramente pensava em nós como uma família. Por pouco, quase foi antes do esperado. E agora, acho que não duraríamos muito como família. Sua vontade de experimentar o novo nos comeria, você se entristeceria, e eu não aguentaria suas loucuras desprendidas agora. Eu seria uma mãe despreparada, sem a calma que eu precisaria e viso precisar futuramente, teria os sonhos um pouco devorados e entraria em pânico. Ou poderia ser tudo muito diferente do que eu penso. Foi tudo tão corrido e devastador, que hoje mais parece um pesadelo que durou semanas. Queria que tivesse sido isso. Desculpa pela mordida que recebi hoje.

Acabo de descobrir que textos como esse me fazem não desacreditar no amor. E a cada texto de meses/ano de namoro, de parabéns, de fotos em redes sociais de casais e etc, meu coração se quebra um pouco mais por saudade de nós, aquece e esfria. Queria tanto desejar e comemorar 1 ano, por cada momento doce e amargo. Como você disse, era tudo tão perfeitinho.

"Eu não quero precisar de você, porque não posso ter você."



Me despeço do texto com o carinho e a felicidade alheia. Ambos casais ''separados'' pelo CsF. O amor do primeiro é admirado por muitos, inclusive por mim, o do segundo eu não sei. Não conheci a história, mas fiquei admirada com a mensagem essa noite. O terceiro é sobre o relacionamento de uma amiga.


"Ela: 'feche os olhos e guarde esse beijo pelos próximos 6 meses'

....

Ele: 'eu guardo todos os beijos que você já me deu nesses 3 anos' 

Amo você."

-

"A saudade nunca foi maior! A cada dia que passa que passa o coração aperta mais, a vontade de estar junto vem com tudo...mas sabemos que ia ser dessa forma, e daqui a pouco estaremos juntos! Apesar das dificuldades de todo o relacionamento, sei que nosso amor não se encontra em qualquer esquina e me orgulho demais de termos conseguido construir e chegar onde chegamos! Obrigado por existir meu amor...obrigado por me fazer feliz demais! Obrigado por esses 5 meses maravilhosos! Não se preocupa que Dezembro esta logo ali meu amor! Te amo minha bochechuda!"

-

"Existem pessoas raras, difíceis de se encontrar. Elas são lindas por fora, mas principalmente por dentro. São feitas de carinho e recheio de verdade. Costumam chegar de mansinho e te conquistam dia-a-dia. Conquistam com verdades e muito amor. Elas não têm medo de competição. Valorizam qualidades e não defeitos. Querem te ver crescer. Querem te ver feliz. Querem te ver sorrir. Estão sempre por perto , não te deixam só, mesmo quando você não percebe, estão cuidando de você". Se você teve a sorte, como eu tive, de encontrar uma dessas pessoas, não se esqueça de dizer obrigada por você existir!"

-

Ainda aguardo por nós.





E ah, e se não for pra ser, pelo menos vamos ter tentado. E no fundo mesmo, eu só quero que você seja feliz seja lá por onde for, mas saiba que as coisas que eu falo não são por mal, e sim por lhe querer bem demais. Eu posso lhe acalmar com o mesmo sucesso que lhe atormento e puxar a sua orelha pro seu bem. Talvez se não ficarmos juntos, a próxima pessoa a lhe receber possa lhe elogiar por algo que trabalhamos juntos, e daí você vai perceber que nos acrescentamos em algo e que fomos felizes pelo instante que tivemos juntos. E como sempre, obrigada, obrigada e obrigada
Se não pudermos realizar juntos, realize-se. Eu sempre vou estar torcendo por nós, mas antes de tudo, por você.




domingo, 21 de setembro de 2014

sobre o perecível

"Estou pegando um cara de contábeis (PV) que namora uma mina do mesmo curso. Desculpa, é mais forte que eu. Se eu falar quem é, ele vai ficar puto, mas abre seu olho mina! Ele não presta. Nem eu."

ah, spotted. o texto merece minúsculas. 




sempre gostei de ciência e desde que adentrei na primeira faculdade, em 2011, escolhi uns temas de estudo e fui os desenvolvendo por conta própria. doenças tropicais e neurociência, sendo mais específica. o primeiro me levou a uma nova paixão, o trabalho dos médicos sem fronteiras, o segundo, ao gosto pelo estudo da paixão em si. quis saber mais a fundo sobre o amor, especificamente o amor romântico. 
duas áreas de estudo que não possuem muitos investimentos, sendo então, um pouco limitadas. até que isso vem mudando um pouco. medicina é algo complicado, medicina social então... só tendo muito amor. ops, amor de novo. tem vida, morte e amor em todo canto. bem como tem coisas agregadas a estes, bem como a cada passo que damos. reflexo disso é o exemplo que abre o texto. 

corno: se não o é, será. sempre ouvi tal frase ou algo parecido com isso com maus olhos e bons ouvidos. recorri aos n textos, artigos, livros que um dia já li sobre amor romântico e suas atribuições, mas nem as mais fieis teorias evolutivas, me fazem ver com olhos neutros toda a infidelidade. insira uma figura de linguagem recorrente aqui. o gene egoísta, por seu título, é talvez o que mais caiba para esse ato. só que para este câncer, ainda não elucidei cascata de sinalização alguma e imunologia tumoral não é o meu forte. 

nesse meio tempo e com esse exemplo, descobri que um "eu te amo" nada prova, mas ainda não consegui descobrir a necessidade de um ato como esse, por isso a repetição. e nessas horas eu perco o tesão pelo estudo e por um sentimento que vez em quando bate à porta. perdi o tesão até em mim, mesmo tendo ganhado tantos outros olhos depois de você.

me pergunto o quão perecível é este sentimento ou os tantos outros que se relacionam com o amor romântico e parece impossível, ou melhor, impassível de resposta. pergunto-me se nesses casos há amor. talvez num passado ou na esperança futura em que aquela é uma pessoa que você pode conversar durante toda a vida quando os atributos físicos se forem e por isso você a guarda ao lado e vive as intempéries da carne com outrem, com um medo egoísta de perder o que você quer lá na frente, mas para o agora parece tão mais ou menos, que perece por um impulso.


"Antes de se casar, pergunte a si mesmo: serei capaz de manter uma boa conversa com essa pessoa até a velhice? Todo o resto é passageiro num matrimônio." Nietzsche





a verdade é que cada um faz o que bem entende, mas eu tenho um pouco de medo pelo amor e pelo o que os relacionamentos estão se transformando. ouve-se mais eu te amo do que bom dia pelas ruas, nada mal, só dupla falta de educação mesmo se formos parar para analisar quantos destes são verídicos. é difícil encontrar uma pessoa que ama mesmo do peito pra dentro ao invés da boca pra fora, porque dizer eu te amo como se fosse bom dia ou só por ter a necessidade de ouvir o mesmo... nada prova, pelo menos pra mim. aprendi com o tempo, mesmo não sendo muito vivida, tento ser vívida com os pedaços que trago de mim. 


não entramos num relacionamento pra casar, pelo menos eu não entraria em um com essa intenção, isso é coisa que acontece (eu nunca tinha pensado em casar antes e perdi o tesão disso agora). namoro não é abrir as pernas e deixar escorrer vontades, é abrir a vida e querer fazer parte, bem como o casamento, abrir as pernas acontece. o gozo é diferente e tem lá suas responsabilidades, é uma busca constante da felicidade. e se no primeiro obstáculo, a impulsividade fala mais alto e tudo o mais, já se perguntara se está pronto pra amar? se queres uma pessoa pra conversar por toda a vida, talvez seja melhor voltar outra hora, e só voltar se nenhuma pessoa ao longo do teu novo caminho tiver conversa melhor, perante suas dúvidas sobre o agora.


seu gosto é ácido e ávido por novos paladares, gosta de desejar e se sentir desejado. se alguém o lê sente-se compreendido, se alguém tenta explicar o que se passa, sente-se violado. o novo é mais atraente e transmuta uma aventura, já o que te enfrenta se faz desgostoso. quem gosta de ser contrariado? se ainda se mostra solícito e interessante, se torna desculpa e transmuta-se em impulso (I=F.t). e impulso nada mais é que uma grandeza física que relaciona a força que atua sobre um corpo e o intervalo de tempo que ela atua sobre o mesmo. e correu.  


quantidade de movimento (Q=m.v)

onde m é a massa do corpo e v a velocidade que ele adquire após aplicação de força sobre ele.

teorema impulso quantidade de movimento (I= Qf - Qi)

o impulso I, produzido pela resultante das forças atuantes sobre um corpo, durante um intervalo de tempo t, é igual a quantidade de movimento do corpo nesse mesmo intervalo de tempo.


"A verdade é que amamos a vida não porque estamos acostumados a ela, mas porque estamos acostumados com o amor." Nietzsche


eu perdi um pouco de cor e amor na vida, mas porque senti um amor se esvaindo, um dos grandes. se é um dos grandes porque ainda não descobrir outro maior ou porque somente o é, eu não sei, mas me acostumei com o amor e com tudo que ele pinta no meu caminho e por isso que desamei a vida. 

com um amor indo da forma supracitada e exemplificada num spotted, perdemos dois, um que cremos ser amor e outro que sabemos que o é, o próprio. um próprio amor e o outro, amor próprio.





até porque namorar é mais fácil que fritar ovo e se tem uma coisa que eu não admito, é gritar comigo sem eu ter feito nada. (Pra bom entendedor, meia estrofe basta, Thamiris. Obrigada pelas risadas e frase de efeito/música para gritar nas ruas e em plena reportagem de tv.)



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Only hate the road when you're missin' home






Only know you love her when you let her go




And you let her go


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Do que eu queria te deixar escrito se eu me fosse

Se questione e lembre disso enquanto caminha pela vida.

Não, eu não pretendo morrer agora, mas se acontecer pela angina e falta de ar, tem umas coisas eu queria lhe contar. Vamos esquecer das coisas ruins, as quais já tentamos desde que começamos nosso relacionamento sério, mas cheio de sorrisos. 
Se eu me fosse, eu sentiria saudades de algumas coisas e te deixaria uns conselhos pelo que está por vir no caminho que você tem feito e pelo pouco da confusão mental que você tem e eu conheço.

Primeiramente, obrigada por todos os bons momentos que passamos, seja em 10 meses ou no tempo todo que nos conhecemos (Caramba! Já fazem dois anos.) e em grande parte eu acredito que o amor supere a dor. Sou muito grata pelos sorrisos.

Segundamente, se isso existe, uma das coisas que mais admiro em você além do enorme coração, é o sorriso sincero, aquele que você deixa os olhinhos, já pequenos, tão fechados que parece não mais enxergar o mundo com os olhos, mas sim com o coração, e que também deixa sair o ar pela boca pelo buraquinho dos caninos, tão afiados que roem unhas e cortam coisas, e deixa escapar até um cadinho de saliva. É uma das coisas mais bonitas da vida, pelo menos da minha. E esse você demonstra pra poucos e em poucos momentos. Acho importante você continuar fazendo-o de forma sincera. Não é todo mundo que merece vê-lo de perto e por isso, cuidado ao distribuí-lo.

Terceiramente, porque o vocabulário é meu, respira fundo quando estiver estressado e não se bate! Você sabe como eu odeio essa sua mania, por fazer mal a uma das pessoas que eu mais me importo no mundo, você. Talvez um chute no vento, mais nada, entendeu? Entendeu mesmo? Eu sei que essa é uma parte difícil pra você, mas que eu sempre tentei ajudar e não seria diferente agora. 

É difícil conciliar a faculdade e o trabalho com tudo, não é? Mas você dá conta e eu sei disso. Só não deixa de sonhar e também deixar o que você realmente quer pra depois, demarque as suas prioridades. Eu não quero lhe ver frustrado, o seu potencial é grande demais pra isso. Acredite em você, eu sempre vou acreditar. E até que seus sonhos se encontrava com os meus, então é neles que eu vou estar.

Forme a família que você tanto sonha e falava com tanto brilho nos olhos. É uma coisa importante pra você, e como é algo que vai te deixar feliz, eu também vou estar feliz. Dê o amor e a atenção que eles vão te pedir, vai ser difícil. Eu sei que a sua concentração e determinação é grande pra algumas coisas, mas se perde vez em quando porque você não consegue dividir muito bem o tempo e é imediatista demais. Você vai aprender a fazer concessões se quiser formar uma família realmente e fazer/ver seus filhos e sua esposa felizes. Vá com calma porque essa parte dá uns bugs vez em quando, bem mais difíceis de resolver do que os que você está acostumado e não vai adiantar ficar bufando e sair chutando coisas. Seus filhos serão o seu reflexo. 
E escolha com calma e sabedoria a pessoa que vai estar com você nesse momento, não adianta sair transando com todo mundo e querer uma pessoa pra formar uma família. Talvez possa acontecer até, mas é raro. Fique com quantas pessoas quiser no meio tempo de escolha, mas reserve uns momentos pra ficar sozinho também. Eu sei que é difícil e que todo mundo precisa de carinho e que você gosta muito disso (Sempre vou lembrar de você deitando no meu peito e pedindo carinho que nem um filhotinho. Impossível negar carinho dessa forma), mas acho que é uma coisa importante. Antes de tudo, se respeite para respeitar o outro.

Preste atenção nisso!



Vez em quando ser impulsivo não é lá a melhor coisa a se fazer. Para e pensa, porra!

Você fica mais bonito de cabelo curto.

Não se bata.

Tem certeza que vão ser 3?

Nem todo mundo tem uma paciência inesgotável. Cuidado com quem você faz drama.

Não se bata.

Procure um psicólogo.

Cuidado com as drogas, lícitas ou não.

Amor não se encontra na esquina.

Pense em você e nos outros. 

Não seja infeliz.

Viaje o mundo.

Já comprou uma Kombi? 

Você é um ótimo programador, mas pode ser melhor.

Tem um amor que vale a pena? Já pensou em casar? E filhos? 

Sua concentração é ótima, mas existe vida fora dela e dos códigos. Vai acabar bugando você.

Está estressado ou ansioso?

Não se bate! Eu já não te lembrei isso?

Está menos estressado?

Já teve os 3 filhos?

Agora mais estressado?

Mas está feliz?

O que você está fazendo pela sua família? 

Acha que pode melhorar? Sempre pode.

Você é seu melhor amigo e seu pior inimigo.

Talvez sua esposa esteja um pouquinho acabada, são três filhos ou um pouco menos, mas se vocês se amam, não a troque. Geralmente a mulher se desgasta mais do que o homem, mas aí você vai ver que tem muito amor nessa atitude. Haja com gratidão quando outras lhe forem mais atraentes.

Se não houver mais amor, separe, mas de uma forma amigável. Prepare os seus filhos e esteja sempre lá para eles. É muito importante. Seja um bom pai. Melhor do que você acha que pode ser. Eles são a coisa mais importante que você vai ter na vida.

E os cachorros? Você teve antes ou depois dos filhos? Quantos são? Tem nomes engraçados?

Acho que nesse instante você deve se estressar menos.

Está feliz?

Seja feliz.

Você sempre vai ser meu amor bom. Te amo.







ser e estar

ser e estar é instante, mas continuam sendo colocações verbais distintas 
que podem explicar esse aperto de pulmões e consequente falta de ar 
e essa confusão conformista boa e ainda ruim
eu já ligo bem menos tentando superar o que houve
"se é pra esquecer tem que esquecer mesmo"
me esforço bem menos também
queria que fosse bem mais fácil 
já não tenho de parecer o que eu era, agir como agia
provavelmente errei em algum ponto enquanto ao tratamento
talvez bem mais comigo do que com você
vez em quando vem aquele nós não parecemos absolutamente em nada
e os sonhos tem se distanciado cada vez mais
devíamos parecer ou perecer?
cadê os filhos?
meus
seus
não mais nossos
não existe mais o lá na frente
tudo parece tão descrente e incômodo
que um beijo não é o que costumava ser pros dois
somos estranhos que se conhecem e que sabem grande parte da história um do outro
tô com febre

depois disso, de umas horas boas, a outra pessoa está lá feliz e nada preza pela nossa história
irônico
disse que eu ia ficar melhor sem você
talvez você concordasse com ela
cada um ainda sofre à sua maneira com a felicidade que se foi
com os 10 meses não em vão e com saudade de tudo aquilo
pelo menos eu tenho
eu estou tentando, mas me pergunto se devia resgatar um amor
"we accept the love we think we deserve"
o que cada um de nós pensa e merece?

hoje me veio mais uma coisa à mente, uma pergunta sobre uma situação ou uma situação que gerou-me perguntas, já não sei muito bem.
o que faríamos se soubéssemos que tínhamos pouco tempo de vida? e pensei sobre isso de forma individual
você é tão impulsivo que não sei o que iria fazer. não sei se largaria tudo ou se escolheria ficar pro alguém que te ama te cuidar. não sei se esse alguém ainda seria eu. 
talvez eu me tornasse impulsiva e quisesse conhecer o mundo nos meus dias restantes e fazer coisas que nunca fiz, depois de agradecer a cada pessoa que fez diferença na minha vida (de toda a forma eu lhe agradeceria a você também pelas boas coisas se estivéssemos distantes); talvez se eu tivesse uma família não os deixaria se não pudessem ver o mundo comigo porque iria querer amá-los muito mais do que ousei fazer um dia e gostaria de sentir o amor deles por mim, bem como deixar coisas boas e bilhetes de amor para cada dia que eles vivessem e disfarçar a dor o quanto eu pudesse para arrancar deles sorrisos que iriam comigo pra seja lá onde eu for.






pelo menos e pelo mais, eu tenho amor. pelo menos e pelo mais, eu estou tentando. pelo menos e pelo mais, eu tenho menos de você do que eu gostaria.
te amo

O que você faria se hoje fosse O último dia da sua vida




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Primavera

"Primavera brilhando 
Em seu olhar 
E o olhar 
Que eu guardo 
Na lembrança 
Ainda traz a esperança 
De te ter 
Ao meu ladinho 
Numa próxima 
Estação!"



sábado, 13 de setembro de 2014

Eu poderia divagar devagar por tal sentença por dias a fio, mas preferi reavivar o que estava morrendo dentro pra não continuar querendo morrer por fora.




tem distância em todo canto?

Ontem fora um bom dia. Meio desesperado pelo afago de quem se ama, de incertezas, mas bom. Acho que ambos esperávamos algo diferente do que houve até. E me perguntei se você realmente procurava por aquilo e me pergunto agora novamente.
Desesperado de sorrisos amarelos e com pesares, mas um dia bom. 
Um bom dia, mas ainda tem distância e das grandes. Ainda tem-se resistência. E pra você ainda é tempo de desistir do incerto.

Não vai ser como antes, mas eu quero que seja melhor e apostei as fichas que eu não tinha para isso. É difícil pros dois, e a fala já não parece a mesma. Seria culpa da distância? Do incerto? Do acaso? Deveríamos não ter tentado? Parei pra pensar no você e talvez realmente fosse melhor seguir o conselho que eu lhe dei (meio que a contragosto) e que os outros também disseram, talvez você remoesse menos isso com outra pessoa do que comigo e fosse mais confortável a você. Dói lá no fundo isso porque eu apostei sem ter mais no que apostar, mas talvez você se sinta mais confortável com isso, quem sabe. Quem sabe? Se souberes, me diga, como sempre fizera. Mesmo que doa. 
Dói aqui também, mas como eu te disse, o coração vai ficando mais quentinho, mesmo com toda a saudade e os não quereres. O silêncio me incomoda e abre espaço pro vazio. E me pergunto: tem distância em todo canto?
Ontem foi um bom dia.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sentido perene

"- Vocês são um casal?"

Essa pergunta ecoara por um pavilhão inteiro e fez minha mente congelar por instantes. Só afirmei um não corrido e te olhei embaraçada, meio que na transversal. Eu mal sabia o que se passava conosco e sou saudosa enquanto a isso. Eu não fazia ideia, mas parecia bom. O que difere do agora. Talvez esse seja o último texto que eu escreva e sabe-se lá o porquê; o motivo de tal ato. Até disso, escrever, que eu sempre tive tanto apreço, me desencanto e desfaleço. Sinto-me perene, no sentido de estar abundante de coisas as quais pareço não aguentar. O nosso amor também o era. Mas admitindo outros sentidos.

Nosso amor é perene. 


O folheto que ganhei do autor, além do livro, é o que eu guardo daquele dia desajeitado e bom.


Fora uma madrugada desagradável e um dia que não contive as lágrimas. Chorei em cada canto inadequado daquela faculdade por alguém que não devia. Pela primeira vez na vida me senti um pouco mais completa por querer medicina, fazendo parte da Liga Acadêmica de Psiquiatria da UFRJ, a LAP. Senti que era aquele o meu lugar (deu-me até uns arrepios), mas que ainda é algo tão perto e tão longe, que infelizmente eu não estou preparada pra ele e não vou tê-lo por hora. Meu sonho se tornou algo menor diante disso tudo.
O tema fora instigante e parecia uma mensagem do universo pra mim: "Como evitar o suicídio", que de fato o dia me pedira naqueles instantes de observação do décimo segundo andar do HUCFF. Me senti muito pequena no infinito daquela paisagem que sempre me inspirou a querer estudar ali. Me senti pequena diante das minhas coisas e escolhas. Tem muita gente naquele lugar querendo prolongar a sua estadia no mundo e eu, só queria encurtar a minha. Pensei em você, você falou comigo e depois não mais. As coisas só me empurravam para baixo. E ali eu só queria uma forma de te ajudar também, mas parece que não mais devo pensar em você. Não está dando muito certo, não é?! 
Mas naquele momento eu também percebi que sempre cumpri muito bem a minha parte para com você, e agi da forma certa quando você entrou em desespero. Me senti orgulhosa aí, mas também senti orgulho de você, como sempre fiz. Queria que soubesse lá no fundo que não perdera uma figura de apoio, e essa ideação de ambas as partes some logo. E vai seguir a sua vida, como você mesmo me disse. Vou caminhando logo atrás, mas talvez pegue uma saída diferente. Nunca pensei em escrever um eu ainda te amo e um até breve no mesmo lugar.


Gastei uns minutos do meu dia só a observar o quão rápido ou devagar as lágrimas caiam do 12° andar.

"Se ela ver isso vai querer se tacar de um prédio." 
Bem que realmente fez sentido naquele instante de ideação, só não fora engraçado.

E caso eu não escreva mais por não ter forças, fique com um eu te amo, quase perpétuo.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Mesmo que mude. Eu só queria não ter que chorar hoje.

infortúnio

O destino é engraçado, ou ao menos o que ele nos propõe o é. Como ela mesma citara, o mural de poesia da UFRJ é um lugar pra compartilhar poemas, contos, crônicas, arte e sonhos. E por isso devemos nos sentir em casa,. Eu até me sentia no quintal antes de tudo, era convidativo, mas tive de me mudar depois disso. Participava do grupo bem antes de tudo, já nem percebia bem o que me esperava ali e se um dia esperaria. Só pensava na troca.
Dia depois daquele final de semana lá postei um texto de passado, ela então conhecera nossa história sem saber. Se percebera também. O pequeno infortúnio vestiu o nosso desalinho. E até que eu visto esse poema outra vez. Coincidente demais, o destino nos prega as peças. Estas você nunca espera que estejam ao seu alcance ou fora vista anteriormente, mas o sarcasmo até que convém. 

E aqui está o mesmo poema, mas pra pessoas diferentes. Em negrito é mais adequado. Parece até que fora feito pr'agora

[...]
a felicidade que vejo era tão natural
contraponto
o visual conta mais
canta mais
distrai
trai
retrai
inadequado de tão feliz
e como ousou falar de mim
assim
que continuasse
com falsas poses e sorrisos
mais, bem mais
longe
antes
dantes
dante, assim como o inferno
sem retrações
de escolha
sem muito pudor e pureza
sem essa constante certeza
volta pra tua roda
vende a alma
compra alegria
e me cala como fez bem antes
com a dor
que tem nome
recorte 

domingo, 7 de setembro de 2014

Anne

Escara

Necrose escura que recobre a úlcera por pressão ou tantas outras definições.


Sempre pensei em em cuidar das pessoas e sabia que poderia encontrar lesões assim durante a caminhada, porém, nunca pensei que elas dariam em mim.
Eu pensei que tudo estivesse caminhando aos poucos, pra um rumo melhor no decorrer daquela semana, porém eu estava enganadíssima. E aparentemente aquela foi uma boa semana. Só em aparências e não consigo viver dessa forma, ainda bem que neste ponto, nem você. Minimiza bastante coisa, porém não o suficiente.
Apesar de tudo, eu estava morrendo de saudades já no dia 30 e lhe recebi da melhor forma que pude. No dia anterior até passei no mercado pra comprar as coisas que mais gostávamos de comer e passar um dia de gordinhos juntos. Não compreendi muito bem porque a sua tristeza naquela quinta-feira no C.A. Compreendi parte dela depois. Parecia que estava tudo ok. Seus pedidos de carinho pareciam normais, o aconchego que eu sempre lhe dera também, mas o seu carinho era diferente. Se preocupava mais em receber do que dar. Talvez previsse que as coisas não seriam tão carinhosas dali pra frente.
Minha saudade era de alma, mas também carnal. Dali fora atiçado como sempre fiz. Dali seu toque fora mais contido do que era e eu queria ver até onde o seu respeito alcançava a minha dor passada. Ali parecia ser suficiente, mas só por ter estado em êxtase com outrem dias antes. Entendi depois. E a cada toque sem pudor que eu lembro, eu sinto um nojo que invade a alma e me pergunto como pode algo assim. Como pôde ainda me tocar de alma e mãos sujas? Pensamento envaidecido e coisa assim? Como? A cada lembrança ínfima de cada recorte do teu corpo, a qual lembrava quase de cór, que refletia bons momentos, faço a mesma reflexão só que com outra pessoa no lugar - que naquele instante não era mais ocupado por um relacionamento, esquecera as promessas e a chance que pedira quase 1 ano atrás -... Eu sinto nojo por ter deixado você me tocar, enquanto as suas mãos vagavam por outras partes, de outro alguém, ao mesmo tempo que estava num relacionamento comigo, que era de comum acordo, "fechado". Pague teus pecados de prazer com outro alguém agora, a reza deve lhe satisfazer. Sabe como é o "ditado". 

Foi intenso, como com qualquer garota que eu tenha ficado antes. 

Não quis explicar muito mais. Tive raiva e nojo ao mesmo tempo. Que a tortura se tornasse completa porque não aguento meias verdades.
Além do meu amor dedicado a você, outras coisas vieram sendo varridas pelo temporal que trouxestes. Meu amor próprio, meu ego, minha visão de eu, mulher. Fui devastada com a notícia, mas primeiramente estive anestesiada com o fato - mesmo tendo ignorado meus pensamentos e sentimentos naquele dia - e as coisas não pararam no dia do meu aniversário, continuam até hoje.
O que me faltou como mulher? O que me falta no corpo? Na alma? O que eu não tenho pra você ter estado e quase comido alguém que eu não vejo nada demais? O papo de política foi interessante? Por isso a fantasia de uma sova na mesma com um cacetete escrito médice por tantos outros. O que a broxada de outro influenciou no pau duro de um? A mesma situação que a sua quando menor - o que me dói mais ainda ver isso tudo compartilhado com um estranho - ? O papo de relacionamentos? Neurociência é old school demais quando se trata desse assunto não é? Novidade? Carne fresca? Muito esperma contido? Que merda de atração foi essa que eu não consigo entender? Estive testada e decepcionada como mulher mais uma vez, no arquivo compartilhado já escrevi alguma vez sobre, você deve lembrar. Não porque eu sou programada pra te saciar, obviamente não, mas porque sempre fiz de tudo pra que tudo fosse prazeroso pra ambos e não houvesse necessidade de buscar o externo. Devo ser monótona demais e não devo viver a vida como ela tem que ser vivida, afinal, ela passa rápido, não é? Qual a tua noção de tempo? O que realmente queres fazer com ele? O dia passa voando e amores também.
Não tenho ego e nem amor. Você saciara o ego e já não tem amor. Se tivesse que escolher entre essas duas situações, realmente não saberia qual escolher. Não sei se um dia serei merecedora novamente de seu toque compartilhado. Mas ainda compartilho, mesmo que mentalmente, amor com você. Não sei até quando.



48,5 kg

perdi meu amor
próprio e impróprio
perdi sorrisos
perdi momentos que viriam e aquilo a caminho
perdi peso
ganhei olhares que perguntam
ganhei poucos amigos solidários que ouvem
ganhei pena
ganhei "vai passar logo"
ganhei desesperança
ganhei a tristeza com mais um passe pra ficar
e convencionalmente, até chifres.
biologicamente seriam chifres, cornos ou galhadas?
não importa muito, popularmente é tudo a mesma coisa.
e não é que as girafas também tem esses apêndices recobertos por pele que ficam na cabeça?






sábado, 6 de setembro de 2014

O significado do amor

E de random posts, eu encontrei esse aqui, onde todos viram menos você. Que pequenas estrelas possam sair de você. E quando quiseres saber mais sobre o amor, pergunte para as crianças com as quais queres tanto trabalhar, elas sempre terão a resposta. Talvez só as pessoas com alma e pureza de criança possam resgatar o teor de uma palavra como esta. Tão curta, mas com tanto significado. 





Henrique

Conheci Henrique há poucos dias por duas amigas as quais não vejo há tempos e tem sido a única coisa confortante dentre meus dias. Faz quase uma semana desde então.
O mais engraçado é que esse era um dos nomes que listei quando estávamos escolhendo possíveis nomes para nossos filhos, o qual fora desdenhado por você, como tantos outros. Pelo menos era engraçado imaginar a personalidade de nossos filhos só pelos nomes. Devo encontrá-lo semana que vem. Devo ver que ele é bem menorzinho do que realmente parece pelas fotos que tenho visto e me emocionado até. Nunca vi bebê tão sereno e iluminado quanto ele. Obrigada por me trazer paz mesmo sem saber.
Com você eu encontrei e despertei um extinto de mãe que eu não sabia ter, ou só percebi porque você falava muito nisso. Percebi mais ainda quando não podíamos ver crianças a caminhar, brincar e etc nas ruas que andávamos, que já pensávamos lá na frente. Nos nossos. Tenha a maior certeza do mundo: Eu não abriria a concessão por mais um filho pra qualquer pessoa e você ganhara a mesma. É uma responsabilidade imensa criar 3 filhos. Uma pena que no futuro do pretérito agora. 
Tive uma notícia boa e ruim essa semana e ainda não sei bem o que pode significar, ainda não procurei um médico e estou debilitada até pra isso. Acho que tive vida e morte dentro de mim, e descobri quando você se foi, talvez pela tua ida. Ainda estou em cólicas por isso, literalmente. E realmente descobri que nada era impossível, nem pra dor que eu sentia desde 2012. Não tive medo porque eu sabia que você estava ali, mas tive pânico quando você se foi e acho que isso ajudou as coisas tomarem outro rumo. Pela primeira vez na vida eu me senti diferente, talvez em êxtase. E quando me perguntastes porque eu estava com a mão na barriga por tanto tempo, não era dor e você me acompanhou no mesmo gesto. Agradeci. Obrigada por mais esse momentinho. Significou muito naquele mar de incertezas. Talvez o meu humor instável se devesse "àquilo" também, que eu perdi sem saber. 
Meu presente de 1 ano já estava sendo maquinado fortemente pela minha cabeça e eu não via a hora de remontar um pouquinho do que passamos por dentro e por fora de uma caixa, dessa vez laranja gritante, assim como no dia em que eu te conheci. Já tinha quase tudo em mente e inclusive pegaria um papel pra desenhar e escrever como tudo seria. Era um presente que remontaria o passado, o presente e o futuro, que parecia cada vez mais próximo. Nunca parei pra pensar os diferentes significados da palavra presente e a significância que isso poderia ter. Acabei de descobrir. Talvez por isso o que damos as pessoas se chame presente e remonte felicidade, na maioria das vezes. Eu teria muita coisa pra escrever aqui, mas acho que nada mais cabe. 
Henrique, obrigada por ter nascido logo agora. Por eu conseguir ver tanto amor em você e por querer lhe doar tão mais. Sua dindinha e sua mãe são preciosidades que a vida me ofereceu e você não é diferente. Além de alegrar a vida delas, você alegrou parte da minha quando ela mais precisava. Sou grata a você mesmo mal sabendo exercer e coordenar todas as funções vitais.

P.s: a camisa de Harvard que eu sempre vira no Praia Shopping me remete muita coisa, era parte do teu presente. Quero que sejas feliz e tenha a família que sempre quis formar, vai aparecer alguém melhor no meio do caminho e talvez você seja grato a si e a mim. Realmente acho que você não deve depositar teus sonhos em seus filhos, porém deve ensiná-los a sonhar e por isso contar seus sonhos a eles, como conversamos uma das últimas vezes que conversamos naqueles lances infinitos de escadas.

Feliz 1 ano.
Feliz 11 meses.
Feliz 1 mês.
Infeliz 1a semana.
Feliz 8 semanas ou um pouco menos que isso.
E esses são nossos números finitos num mar infinito de tantos outros.


Henrique, filho da Paulinha, afilhado da Nane e meu único motivo de sorrisos nos últimos dias, bem como de poucas lágrimas sobre o mesmo. A coisinha mais linda da vida que tem muita luz e está recebendo muito amor. Zelarei por você.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Medo

Hoje eu posso te falar que é um daqueles dias que eu tinha medo. Os dias que você saia sozinho e me deixava um aperto ao peito, bem no mediastino médio. Medo que já não posso ter mais. Medo que sempre não gostei de ter. Mas drasticamente eu descobri que meu medo habitava mais em você do que em mim. Meu amor era também o meu maior inimigo. Hoje não é tão diferente. Espero que daqui pra frente possa ser. O meu amor é preso em mim, mas você sempre fora solto. 
Hoje até que me diverti um pouco, fora a sensação escrota de não estar num ambiente que era meu e a chance enorme d'eu ver quem eu não queria. Suas amigas estavam lá. Eu vi quem eu não queria. As músicas de fossa e huezagem deram um alívio a alma que pedia por umas cervejas. Estas que eu bebi, sem mesmo poder. Mal não fizeram, só me deram um soninho que me lembrou que eu queria estar com você. Outras coisas também me lembraram você, como o fato de termos nos encontrado em algumas festas, mais até do que em festas que fomos juntos. Queria que você estivesse lá comigo. Nunca conseguimos ir a uma choppada enquanto casal.
Amanhã eu vou numa festa pra tentar comemorar o aniversário que eu queria fazer com você e que fizemos planos. (Ir numa festa na Casa da Matriz, ir num rodízio de foundue, fora os planos mais pra frente, nossas viagens). Eu não tenho mais saco pra festas e trocaria tudo pra fazer carinho na pele que tem a melhor textura do mundo, a sua, até que você dormisse. Dormiria de conchinha mesmo que sempre reclamasse dessa posição porque o braço fica dormente, mas olha, são formiguinhas de amor. Eram. Me cansei dos lugares cheios de gente vazia. Era você quem completava as festas que eu ia, além dos meus amigos. Eu vou tentar me divertir, prometi a mim, mas aquele lugar ainda me lembra você. Amanhã fariam 11 meses. Ainda bem que onde você vai não tem rastros de mim. Divirta-se.