segunda-feira, 1 de julho de 2013

Odisséia

s.f. Fig  1. Viagem cheia de aventuras e/ou peripécias.
            2. Série de acontecimentos anormais e variados.

De certo não haveria melhor canto de melhor nome para dado acontecimento. Sim, prometi nunca mais voltar ali pelo lembrar, mas fora inevitável e mais uma vez eu estava ali. No nosso palco. Não sei se fora o preferido, mas o mais intenso e saudoso. Do ápice ao fim num teatro. Num ato. Maravilhosa Odisséia. Ou não. Não lembro a data. Não lembro o mês. Logo após negar estas duas sentenças, lembrei-me, mas não importa. E quem fala abaixo não sou eu. 

I ato: Conúbio
Chovia. Quase não fora ao encontro do ser, mas a alma clamava pelo apego e não havia tempestade que desfizesse a vontade. Fora. Totalmente desleixada, assim como a mente. Mas fora.
Ao chegar não procurara, fora encontrada. Mais rápido do que se previa, então, negou a entrega a meio lábio. Algumas palavras. Perdera de vista. Já volto. Fora ao público tentar prever a noite e se perder do que fora achar. Nada feito. O desejo vinha em forma de gente, com nome e sobrenome. Viera outra vez. Meia conversa. Meio silêncio. Preceito de fuga juntamente com afirmações e negações. Calados e calores. Nada mais se falou ou se viu, somente se sentiu. Fora no primeiro andar, mas não ao primeiro andar.

O feitio de ambos era ansioso. Não precisavam de muitas palavras para entender o que os olhos do outro contestavam; sorriam de lado. Era voraz. De uma fome atroz. 
Provocações. Meio risos. Vergonha. Pudor. Rigor. Vigor. Bons papeis. Talvez tivéssemos um bom ator em cena. Como espectador, tenho minhas dúvidas se havia carinho ou era só vontade. Enlouquecera.


Parecia desconfiado, mas conduzia com maestria. Sabia envolver e desenvolver. Tirava amarras como ninguém, um gentleman. Disfarçava com louvor os olhares sobre o ombro. Somente deu de lado e riu quando soubera que não atuava tão bem assim. Continuara. Parecia não haver redor e o tempo parecia não ser o suficiente. Pareciam saber que não duraria. Parecia saber. 
Toques como ninguém. Parecia saber o que queria, mas ainda havia controle. O fazer rir era constante, uma marca. Um banco. Um colo. Mãos. Braços. Cheiro. Cabelo. Nuca. Conjugação de substantivos, adjetivos e verbos. Irregulares. Irracionais. Se fazia arder. Era carnal. Mas havia apego e apelo. Não se queria sair, mas havia água e gelo. Haviam também apresentações informais, olhares, comentários, inveja. Havia também toda uma confusão por parte dela. Esta levava a cabeça às mãos para o pensamento escorrer mais devagar e divagar, e sentir com o corpo e não com o córtex. Continuara. Continuará.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Peixes

"São como as águas, fluidos, adaptáveis, subjetivos e muito sutis."


Eu poderia começar falando sobre qualquer coisa e atrelando vários significados diferentes ao que me parece que és, mas o fragmento acima me parece bom. Principalmente a parte "adaptáveis, subjetivos", a qual creio que seja a que mais lhe caiba. Complexo.
São poucas as pessoas as quais não capto a essência pelos olhos, e és uma delas. Nunca fora tão intrigante e o que me cabe é o imaginário. Em verdade, não deveria. Não mais. 
Passos largos e tímidos, um olhar desviado e meio sorriso. Eles têm surgido mais agora do que antigamente, mais um motivo que me deixa confusa. E eu não gosto dessa bagunça toda que fazes em mim, principalmente a que se refere ao último mês. São fatos e fardos entrelaçados que me dão um nó. Talvez a demora ou a rapidez tenham acarretado nisso. Ou talvez seja por resistência.
Na verdade, eu nunca entendi onde queríamos chegar dessa forma, ou onde eu queria chegar dessa forma. Fora um esforço meu em vão. Mais de pensamento do que físico, mas um esforço co dependente. 
Minha impressão é que tudo está errado, mesmo depois de declarar paz ao meu espírito e mente em 09 de Junho de 2013 através de A flor
Sempre prezei pela felicidade, pela sua, e isso que A flor veio pra dizer, mas o problema é que eu não tenho notícias e isso me aflige. Gosto mais de proteger do que de proteção e como passar a mão e os olhos ao longe se nada sei?! É mais por você do que por mim. 
Me diz. Me diga em sonho e pensamento. Nos teus olhares rápidos. Nas passadas curtas e largas. Na cabeça baixa. Na mão levada aos cabelos. No sorriso de soislaio. Ao fechar os olhos.
Talvez eu seja mesmo louca em ver coisas onde não se tem, mas algo tão fluido quanto você me diz que algo está errado quando deveria estar certo. Nos vemos quando ninguém parece prestar atenção e de forma rápida o suficiente para matar a curiosidade e a vontade de nosso ego. 
Eu que já estava convencida e conformada por tudo, me faço questionar agora mais por você do que por mim. Afinal, essa previsão eu não acho num horóscopo porque talvez sejamos um espelho do outro.


"...It could be wrong, could be wrong,
but it should've been right,
It could be wrong, could be wrong,
to let our hearts ignite,
It could be wrong, could be wrong,
Are we digging a hole?
It could be wrong, could be wrong,
This is out of control,
It could be wrong, could be wrong,
It could never last,
It could be wrong, could be wrong,
must erase it fast,
It could be wrong, could be wrong,
but it could've been right,
It could be wrong, could be wrong.
Love is our resistance..."

Muse, Resistance









segunda-feira, 10 de junho de 2013

Um bom dia diferente


Hoje pela manhã tomei uma surra já cedo de Gregory Bateson. Confesso que não conhecia seu trabalho, porém, fui apresentada a ele por um Italiano simpático e sabido, Massimo Canevacci, na Escola Internacional de Criativade para Ciência. 
Tal apresentação fora feita pelo conceito de duplo vínculo, o qual é um conceito de cunho psicológico usado para se referir a relacionamentos contraditórios onde comportamentos de afeto e agressão se mesclam e de forma simultânea (fato este observado pela pesquisa de campo e acervo iconográfico cunhado pela pesquisa do antropólogo em Bali), onde ambas as pessoas estão de fato envoltas fortemente num laço emocional e não conseguem deixar uma a outra.

Fui surrada por imagens e por letras, estas quais transcrevo aqui: 

"Se quero manter o elo com minha mãe, não devo demonstrar-lhe que a amo, porém, se não demonstro que a amo, acabo perdendo-a". 

"Se a mãe começa a sentir-se afeiçoada e próxima ao filho, começa também a sentir-se em perigo e precisa afastar-se dele."

Deixo de lado o potencial das famílias esquizofrênicas citadas e o uso do exemplo da relação entre mães e filhos, sendo a doença o resultado de tal vínculo. Maximizo a informação e trago ao que sinto, e principalmente por tudo que já li sobre emoções, bem como pelos poemas meia boca escritos e até mesmo pelas palavras não ditas.
Fui então analisar os componentes do duplo vínculo e eis que este é dado na presença de cinco fatores. Duas ou mais pessoas envolvidas emocionalmente; Experiências repetidas; Comportamento prejudicial primário; Comportamento prejudicial secundário contradizendo o primário e Impossibilidade de escapar. Pensei e repensei, mas minha associação com o amor romântico é inevitável. Talvez eu esteja falando absurdos e mais absurdos, mas os exemplos gerados só me fizeram arremeter sobre. E no final, ri de mim.

Margaret Mead an Gregory Bateson in New Guinea, 1938. 
From Roger Sanjek: Fieldnotes. The Makings of Anthropology

domingo, 9 de junho de 2013

A flor

"Minha flor serviu pra que você
Achasse alguém
Um outro alguém que me tomou o seu amor
E eu fiz de tudo pra você perceber
Que era eu..."
                               Los hermanos

Anne, por Lucas H. S. Guimarães


E então me fiz flor no misto de tormentas.
Queimada ao redor pela própria natureza, porém, dizem que ainda bela.
De cor.
Feliz. Talvez não consigo, mas com o entorno.
Já acontecera antes. Mas nada é igual.
Demorei a entender que o amor é mais.
Demorei a me acostumar com a tua nova felicidade.
Demorei a olhar pra mim. A te ver assim.
Demorei a pensar na música. A ver a fotografia. A te ver de perto.
Mesmo que ainda achando incerta tal situação. Talvez com razão.
Sim, minha flor te deu alguém pra amar. Fora rápido, ou não tão rápido assim. Depende de quando percebestes, e se percebestes. E se, e se, e se...
E quanto a mim?
Não diferente de outrora, aceitei. Lhe disse que já acontecera antes. Já era esperado por um Voyeur. 
Quero que sejas feliz. Estás sendo? Isto basta.
Espero que inflames e não infame.
Anda, apressa-te. Felicidade tem espera, mas o amor tem fome.
Anda, come! Preenche a alma do que lhe falta e não olha pra mim.
E eu fiz de tudo pra você perceber
que era eu...
E por fim, ouça o Chico: "Se você sentir saudade, por favor não dê na vista
                                      Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista."

sábado, 1 de junho de 2013

Med ensina

Med ensina que nada é fácil;
Que nem tudo é seu;
Que há espera;
E há dor.
Ensina também que o pranto vem, mas vai.
Assim como o tempo se esvai.
Med cansa.
Mendicância.

Que nem tudo o que você viu nos livros se aplica.
Que a vida se replica, mesmo finita.
E que ambas são feitas de amor.

Que vocação existe.
Que tem gente que só assiste,
E tem também os que persistem.

Que não adianta fugir do dom,
aumentar o tom,
chorar calado,
e até mesmo tentar esquecer.

Eis que surge a pergunta:
Por que enlouquecer se podes enobrecer?

Vá ao espelho.
Veja teus olhos.
Veja que eles não vivem só de razão.
Que seu coração também possui uma população de neurônios.
Talvez seja melhor pensar com eles.

Abrace a vontade.
Reverencie a vida,
dance com ela.
E sorria.
Alegria também é remédio.
Só ria.

És um artesão do caminho,
mas não estás sozinho.
Por isso, aprenda a ver o outro.
Respeite-o.
Apalpe-o.
Sinta-o.
Seja humano.
Tenha compaixão e faças por paixão.

Use a chama.
Persevere.
Clame.
Chame a Med,
que ela ensina.

"- E então medicina, me ensina?"

P.S: Talvez ensine por ser a tua sina, menina.







sábado, 4 de maio de 2013

Segunda lei da termodinâmica e a teoria do meu caos

Adianto logo que este é um post sem cadência alguma, vide s.f. Repetição de sons ou de movimentos que se sucedem a intervalos regulares. Compasso e harmonia na disposição das palavras (principalmente este).
Por isto postulo que: "A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo."


Onde o S é a entropia e o símbolo de igualdade só existe quando a entropia se encontra em seu valor máximo, em equilíbrio.

Os sistemas tendem a desordem. 
Sim, nenhuma estrutura viva pode ser permanentemente estabilizada. Seria a morte. [...] Sistemas não podem evoluir (gerar novos padrões) em estado de equilíbrio ou próximo do equilíbrio. (Prigogine, 1997)
E é por isso que um sistema distante do equilíbrio, no "Limiar do caos", apresenta uma melhor produtividade gerando muita informação e não só se adapta como evolui de forma muito rápida, o que gera certo grau de revolução. Sinto a Segunda lei da termodinâmica entrelaçada com a Teoria do caos. Sistemas dinâmicos não-lineares aqui se mostram presentes.
Só sei que aqui dentro está tudo um caos. Levando em consideração que a minha mente se alimenta de um sistema maior para se auto organizar, eu sou uma desordem. Não levem a física do meu sistema em consideração. Viu como é confuso? Pelo menos num modo determinístico existe uma equação que transmite meu comportamento, o qual não se mostra um sistema aleatório e desordenado, até que existe um modo de ordem se levarmos em consideração o sistema como um todo.
"Sistemas simples podem apresentar comportamento complexo. Sistemas complexos podem dar origem a comportamentos simples. As relações de causa e efeito não são proporcionais e nem imediatas." Levando em consideração que o cérebro e a mente humana são de trato complexo, eu deveria originar comportamentos simples, mas estes levam a sistemas simples que geram um comportamento complexo. Paradoxo. Devo ser um. Ou viver um. Um atrator caótico definiria bem. Em verdade, processos e sistemas que têm pessoas como componentes são fortemente caóticos. Criação de informação e não de processamento.
Mas o desequilíbrio (processo dissipativo) é tido como uma fonte de ordem. COLOM, A. 2004. E a entropia de um sistema isolado nunca decresce. 
Eu só queria dizer que estou me aproveitando de um meio maior para me organizar, mas a desordem é tanta que o meio parece não dar conta. Coisas do encéfalo ou de um órgão localizado no mediastino médio. Ou de uma boca sem coragem para falar, ou até mesmo de olhos que fogem. Essa valsa de olhares que nunca termina e que talvez nem mesmo tenha começado. Medo. Aflição. Ansiedade. É o que me causas. Também rubor, midríase, e um sorriso de canto de boca que não consta em qualquer aval médico. E nem sabes disso. Nem sabes. Em verdade não digo porque creio que saibas e se o fizesse só aumentaria a desordem de uma pessimista nata. É mais fácil olhar. Olhar você e observar a minha desordem. Aumentar meus soluços, engolir as palavras que beijam meus lábios e retornam por não conseguir projetar-se em som (audível). Talvez um copo de choro resolva, então pedirei à minha desordem para ver se a mesma libera um pouco mais de ordem. Porém a entropia nunca fora um impedimento à evolução. Não é que eu queira ser estável... quero ser Estante. (s.f. de permanência constante).


E eis que me apresento em elementos físicos, literalmente...



sábado, 27 de abril de 2013

Mais uma balada de amor

(500) Days of Summer

Todos os dias vejo indiretas (bem diretas) em redes sociais, ouço canções que passeiam entre a felicidade e a tristeza, vejo isto em filmes e até uma de minhas cientistas favoritas (Dr. Helen Fisher) lida com o assunto em questão. O que teria isso tudo em comum? O amor, e falo do amor romântico.
Sim, Ele. O sentimento considerado como sublime e por vezes angelical, ou até mesmo uma das maiores conquistas do ser. Aquele que te deixa cego, hiperativo, insone, eufórico, com borboletas... e a lista poderia continuar por horas a fio e com um significado diferente para cada pessoa a qual eu destinasse a pergunta:  "- O que o amor lhe causa?". 
Já se perguntaram o que é o amor? Ou só conseguem lembrar de gestos quando pensam no mesmo? Ou de determinada pessoa? Gosto de pensar dessa forma sobre: "O amor é um sublime efeito colateral dos nossos genes." Sim, eu penso no amor como algo de trato biológico, de cunho evolutivo. E vocês podem pensar:          "- Nossa, como você é insensível", mas não o sou (infelizmente). Sim, segundo um estudo antropológico: "O amor é igual para todos." Assim como todo ser humano sou modelada e remodelada por este sentimento ou estado de espírito, como quiserem chamar, que nos afeta bioquimicamente. (A diferença é que isso me irrita e eu reluto. Às vezes dá certo.)
Nunca fui boa em lidar com sentimentos, principalmente este o qual trato aqui e talvez por isso eu seja afixada pelo estudo de emoções, em especial o estudo do amor romântico. Acho que nunca dei uma dentro. Ou dei?! Pensar desta forma me leva à reflexões diferentes. Até que ponto o condicionamento da ideia amor reflete em nossas vidas hoje? Daí começam a surgir perguntas do tipo: " - Será que só serei feliz tendo uma pessoa a qual eu devote o que chamarei de amor?" por surgirem colocações do gênero: "- Você vai fazer 20 anos e  não tem um namorado?". Como se ter um namorado fosse garantir meu futuro. Parabéns por uma colocação tão pertinente! Ou, "Você nunca viveu um amor." Como a pessoa sabe que você não viveu um amor? Tudo é uma questão cultural. Você é tida como uma pessoa que não viveu um amor por não estar ao lado da pessoa que considerou um dia amar até os dias atuais. Num modo social, o amor é para sempre. Ou deveria ser. O que você viveu de bom com determinada pessoa em um determinado período de tempo quase nunca é lembrado e/ou ponderado. A história do "cara que conhece uma garota, ele se apaixona, e ela não" (vide 500 Days of Summer) não é relevante. Alguém tem que ser tachado como o cara que parte corações ou aquela vadia (a lista é grande). Até eu achei a Summer uma vadia, até pensar que um dia também estive no lugar dela. Todos nós estivemos ou vamos estar. Até os grandes filósofos fracassaram no amor. E talvez a essência do amor esteja em errar. Não costumo fingir um sentimento para magoar outrem, então prefiro deixá-lo ir sem ao menos tentar impedir. E gostaria que fizessem o mesmo enquanto a mim. Ser um transeunte entre expectativa e realidade pode não ser tão agradável assim. Acho que ao invés de massagear o ego, deve-se pensar no outro. Talvez o pensar no outro seja amor junto com compaixão. Ainda sim tem paixão no meio, pense dessa forma.

(500) Days of Summer
E fica aqui o viés do próximo post sobre amor: "O amor é apenas o desejo das espécies de sobreviverem, a necessidade de propagar as espécies."
                                                                             Arthur Schopenhauer 

E é aqui que eu espero compartilhar fundamentos desde a teoria da evolução - passeando pelo gene egoísta de Dawkins - neurociência, psicologia, antropologia, imunologia e bioquímica atrelados ao amor romântico. E bem, podemos debater quando quiserem. Conhecimento será sempre bem vindo. Um agradecimento especial aos babacas que eu já conheci e àqueles que eu ainda vou conhecer. 



Vamos falar de ciência?





Meus amigos próximos sabem que eu escrevo textos, poemas e poesias como passatempo, mas poucos aqui sabem o que eu realmente faço da vida. E agora eu vos digo: "- Eu faço ciência!" 
Sim, eu sou apaixonada por ciência e não me vejo atuando em outra área. Tentei por diversas vezes, mas não consigo. Tenho grande amor por neurociência, astrobiologia, astrofísica, astronomia... e o sonho de desenvolver um projeto próprio que lide com divulgação científica, principalmente para o público infantil. Mas posso falar disso em outro post...
Sou aluna do curso de graduação em Ciências Biológicas - Modalidade Médica, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atualmente faço estágio no Laboratório de Biologia Molecular Ambiental, o BioMA, sendo aluna de IC da Marcela Uliano. E é justamente sobre este novo projeto que venho falar e pedir ajuda de vocês.

O BioMA está executando um projeto via crowdfunding. Mas o que é isto? 
A prática de crowdfunding está se tornando algo muito frequente e nada mais é que a obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através de diversas fontes de financiamente, em especial pessoas físicas interessadas na iniciativa e/ou projeto em questão. (SIM, VOCÊ!)

Esse é o projeto de crowdfunding que está acontecendo no Laboratório o qual eu faço estágio, o BioMA (Laboratório de Biologia Molecular Ambiental), que se encontra no Instituto de Biofísica da UFRJ: http://catarse.me/pt/genoma


video


O que vamos fazer? 

Nosso objetivo é sequenciar o genoma do mexilhão dourado (Limnoperna fortunei), o qual está ocasionando diversos problemas, mesmo sendo tão pequeno (cerca de 1 cm). 




Quem é o tal mexilhão dourado?

Seu nome científico é Limnoperna fortunei, e é uma espécie invasora. Ele veio da China em água de lastro, e como não é uma espécie nativa do Brasil acaba causando problemas na biodiversidade daqui. 

É conhecidos como "engenheiro de ecossistemas" pela enorme capacidade de modificar o ambiente (e acreditem, não é para melhor). Ele gruda em tudo o que estiver disponível, se reprodruz de forma rápida, se alimenta demais, afeta as relações de alimentação de outras espécies, elimina espécies nativas e diminui a biodiversidade. Eles também entopem tubulações de tratamento de água, causam grande prejuízo para estações de tratamento de água e usinas hidrelétricas, entre outros.

Mexilhões no Rio Jacuí, em POA. Foto de: Marcela Uliano


Onde ele está?

Encontra-se espalhado pelas bacias dos rios Paraná e Paraguai, e há grande risco do mesmo atingir outras bacias, em especial a Amazônica, a partir do Pantanal. Imaginem que CATÁSTROFE ambiental. 

Sabemos muito pouco sobre os mecanismos moleculares que ajudam o sucesso enquanto a capacidade de aclimatação desse mexilhão, então não tem sido fácil controlar a proliferação deste e isso explica seu sucesso como invasor. 




E como podemos aprender mais (e mais rápido) sobre o mexilhão dourado? 

Sequenciando seu genoma! Sim, a proposta desse projeto de crowdfunding! Certamente isso não resolverá todos os problemas ocasionados por este mexilhão, mas a partir do estudo de seu DNA, ao final desse projeto, nós poderemos conhecer os mecanismos moleculares responsáveis pelo sucesso do mexilhão dourado como invasor e desenvolver métodos os quais los levará a combater tal praga.




O que você ganha ajudando este projeto?

Seu nome em uma proteína ou enzima que descrevermos para o mexilhão dourado, sendo estas registradas em um banco mundial de sequências, o GenBank (onde todos os pesquisadores do mundo buscam e depositam sequências de DNA). 

O que isso significa??? Sempre que algum pesquisador acessar ao GenBank e procurar informações sobre uma proteína do mexilhão dourado certamente encontrará seu nome lá! Sendo esta a forma de agradecimento que encontramos por vocês ajudarem no financiamento da pesquisa, pela crença na ciência e na preservação da biodiversidade.





Ajude e chame seus amigos para nos ajudar a sermos o primeiro grupo brasileiro a sequenciar o genoma de um organismo complexo!




Mais informações em: http://catarse.me/pt/genoma 


Matérias sobre o projeto: 

Planeta sustentável: http://migre.me/eiB1r

Revista Superinteressante: http://migre.me/eiB1X


Globo News: http://migre.me/eiB3w


Dúvidas? Nós lhe esclareceremos.

marcela.uliano@biof.ufrj.br
annerleite@ufrj.br
 






sábado, 20 de abril de 2013

leia com paixão ou compaixão

você então corre para escrever pela ansiedade que lhe toma
mas quando tenta transformar pensamentos em frases, eles se vão
e você vã
lembro-me de estar feliz com tudo o que tomava minha mente
até mesmo com os desalinhos, afinal, eu não estava sozinho
lembro das cores, dos toques, dos sorrisos
ah, os sorrisos
desenhados, desalinhados, dourados
me perdi num universo b
e como queria voltar para o desconhecido
é como um amigo diz: "- vocês não podem se encontrar que sai faísca"
sim, saem faíscas de minha mente, assim como saem cores de minha aura
você me atordoa sem saber, ou talvez saiba
e nem quero me lembrar do pesar das lágrimas
estas também salgadas de beijos, perpassando o desejo
é difícil lembrar de tudo, do todo
te tenho em partes
sob diferentes toques, enfoques
lembro até mesmo do caminhar das suas mãos em mim
é como se eu ainda pudesse sentir a sua presença mesmo estando em a
ainda é desconexo como se perdeu
ou como me perdi em você

[...]


talvez isso continue


The Kiss, Gustav Klimt


quarta-feira, 13 de março de 2013

Chakra

O que eu compreendo sempre será inalcançável. Está acima de mim.
O que eu vejo, nem sempre falo.
Não vejo.
O que eu não falo, sinto.
Prendo-me.
Eu amo, faço.
Mas... por vezes não.
Não amo, não faço.
Amo, não faço.
Amo e faço.
Confúcio.
E por isso torno a sentir.
Sentir o que sou e também o que deveria ser.
7 em 1, mas sempre em desalinho.
Equilíbrio entrópico do eu.


sexta-feira, 1 de março de 2013

Star dust

Maybe astrophysics can explain what I don't know.
We're made ​​of Star-stuff.
But... Star-stuff have emotion?
Irrational.
Same atoms base. Same particles.
I have the Cosmos in me.
And with it all the dust storm.
Any Black hole. Dark Matter. And more Black hole.
Every String theory. Branes.
I'm beyond a neutral zone. Very distant. Incalculable distance.
Neural zone.
A combo of membrane fluid with the hardness of Carbon.
Absolutely: More Carbon.
But maybe... I can be a carbon membrane.
I look to the side and I see hundreds of thousands constellations.
Different ways, close, but I still feel alone.
I am dust.
Star Dust.

http://feathe.rs/201303012927


Ilustração por: Lucas H. S. Guimarães 

domingo, 20 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Bom dia!

Antes das 7 a.m e meu café tinha gosto da pizza de ontem.
Olhos turvos, chuveiro quente e cansaço aderiram ao mesmo compasso. 
A toalha fora necessária.
Volto ao meu café, mas antes dele 3 goles d'água com acréscimo de 1 comprimido.
Comprimido.
Era exatamente assim que eu estava. Só restava mudar o gênero da palavra.
Flexão de palavras, mas não de pensamentos.
O sinal do microondas nunca fora tão incômodo. 3 apitos uníssonos e mais 1 caneca de café requentado.
Doce. A única coisa que parecia doce ali sem ser o cheiro da minha pele.
Belo contraste com o amargo de meus pensamentos; e com a insônia a qual eles me proporcionavam.
Olheiras cor de terra; corpo alvo e lingerie negra. 
Só restava a vontade de recolher-me à cama vazia, mas ainda quente de pensamentos.
2 horas de sono e o resto do dia pela frente.
Mais uma vez: "- Bom dia!"