quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Casamento

ansiei as flores
as fotos
as felicitações de natal
e mais ainda, 
o sorriso

Os meus nós



O primeiro ano o qual eu esperei tudo muito diferente. E a primeira lição que eu tiro disso é que: eu não posso e nem devo esperar algo, principalmente de pessoas. A princípio as coisas iam bem, eu tinha um amor querido, tinha tomado coragem pra correr atrás do meu sonho e realmente sabia que iria alcançá-lo logo e todas as preocupações de quase três anos iriam cessar. O ano que estaria por vir seria de glórias ou ao menos de tranquilidade, a qual eu preciso tanto. 

Nos anos anteriores não tive "boas viradas". O ano que te conheci, passei trancafiada no quarto chorando, enquanto um novo ano bradava. No dia anterior fora a última vez que fiquei com você, o dia seguinte você me contava como foi bom o seu réveillon. O seguinte passei com você, estava feliz por ser com você, mas você bebeu demais e foi vomitar enquanto brindavam um novo ano, o único motivo d'eu estar num lugar o qual eu não conhecia ninguém, fora você, que estava mantendo meu ano feliz. Antes de saber, é claro, que pela conversa do Natal, eu me jogaria de um prédio se visse todo aquele descaso e desdém para comigo. E esse fatídico ano, que estou sem você perto e mais distante de mente-coração do que eu desejava. Talvez um ponto definitivo não me fizesse cobrar hoje a sua presença e lhe poupasse o choro e as confusões. Desculpe-me por lhe perdoar e fazer da sua vida tão difícil. Você devia ser um estranho agora.

Meu mal é esperar demais. Hoje eu te cobro mais que antes. e sinto muito por isso, sofro também. Quem está por fora, na maioria das vezes, vê mais facilmente os problemas alheios e quer ajudar. Você tem muito o que crescer e deve estar precisando disso há um tempo, não sou a única a lhe dizer. Ela também o fez. A diferença é que eu lhe digo isso com amor e talvez por isso eu mereça o mesmo em troca. Também cansei dos meus méritos e merecimentos. Eu sei que sou uma das únicas hoje que você pode ter ao lado pra tentar te ajudar e que vê algumas coisas que nem eu e nem você entendemos. Eu vejo demais, sonho demais, sinto demais. Você já viu que temos uma conexão forte, mas ela fica mais fraca cada vez que deixamos de tentar por algum pesar que doa. Um dia ela vai se perder no mar de ignorância e desatenção. Os problemas vão se abstrair, mas com eles se perderá muito mais que isso. Li isso por acaso, e só dele eu posso esperar alguma coisa: Todo casal deveria fazer o pacto: "Quando eu achar que o amor está acabando, prometo lembrar de todos os motivos que me fizeram te amar.". É exatamente isso que eu sigo quando me chateio e tenho todos os motivos do mundo pra buscar outra pessoa. Eu te amei muito antes de você imaginar que algo poderia acontecer. E eu te conheci antes da festa também. Seus olhos são uma das poucas coisas que me fazem querer continuar, mas aqueles ternos, afáveis que eu consigo ver que se tem amor por mim. Outras faces deles não me servem, seu olhar muda quando você o quer, seja por desejo ou raiva. Não te desafio, não te quero mal e te agradeço pelo meio ano bom. Nunca vou saber mais de você do que você próprio. Eu só estou mal no meio dessa confusão e sei que você vez ou outra, antes de abstrair, está pior. Talvez por isso você não lembre de tanta coisa, você as abstrai muito rápido se estas não lhe convém. Eu fiquei triste por você ter falado contente daquele dia, é assim sempre então? Às vezes é meio óbvio que o arrependimento só vem por me fazer mal, porque pra você foi tão bom, que é fácil abstrair. Eu já estava abstraída, então não fez mal. Ainda me doi ter levantado de madrugada sem saber o que estava acontecendo direito, mentindo pra mim que nada acontecera. 

Uma das únicas coisas boas que este ano me trouxe, fora ver a importância dos meus amigos na minha vida e do apoio incansável da minha família, dos que me querem bem. Meu aniversário fora um divisor de águas, em verdade, antes dele, mas por você ter me contado naquele dia, ele me marcou. Eu, que já não gostava de comemorar, vou escolher talvez um outro dia de nascimento, mas todo dia 31 pra mim já é finado. As mensagens lindas que eu recebi de aniversário me mantiveram de "pé", mesmo que acamada e chorosa. Cada carinho em forma de palavra, os quais eu não consigo mencionar por muito tempo sem chorar. Pareciam abraços de longe.

Não costumo pedir nada de ano novo, a não ser muita saúde e proteção para os que eu amo. E continuarei o fazendo. Minha oração de gratidão, a qual também mencionei no meu aniversário, é da Serenidade. Que eu aprendi quando guria no Centro Espírita. A transcrevo aqui não pelo significado religioso, mas sim, pelo conforto e serenidade literal que ela trás.

"Concedei-me, Senhor a serenidade necessária para aceitar as coisa que não posso modificar;
Coragem para modificar aquelas que posso e
Sabedoria para conhecer a diferença entre elas.
Vivendo um dia de cada vez;
Desfrutando um momento de cada vez;
Aceitando que as dificuldades constituem o caminho à paz;
Aceitando, como Ele aceitou,
Este mundo tal como é, e não como eu queria que fosse;
Confiando que Ele Acertará tudo
Contanto que eu me entregue à Sua vontade;
Para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida
E supremamente Feliz com Ele eternamente na próxima."

No próximo ano não peço pelo meu sonho, por bens materiais, pra acabar a faculdade correndo (mas até que não seria mal) ou qualquer coisa outra. Peço serenidade, muita saúde, paz e calma interior, uma mente mais fluida e menos lágrimas, ou mais lágrimas de felicidade.

Por você, eu peço o mesmo, do fundo da minha alma e do meu coração. Peço que encontre amor seja por ondes for, mesmo achando que não mais ao meu lado. Alguém mais alegre e mais livre do que eu. Muita coragem para olhar para as dificuldades  e enfrentá-las, sem mais abstrair e ligar o foda-se, sem machucar você e/ou outrem. Sem mais esquecimentos bons ou ruins. Mais amor por você e pelos que lhe querem bem, mais alegria e realizações. Que ouça mais os que você ama e ao seu coração, do que aqueles que você nem conhece e que não estarão ao seu lado depois que você seguir os "conselhos destes", que poderão acarretar em alguma alegria/prazer momentâneo, mas podem também lhe tirar um pedaço eterno. Muita utopia e você sabe o porquê, te falei no seu aniversário. Que teus planos se acertem. E que você possa dar e ganhar flores sem motivos, sem precisa pedir, sem precisar notar, sem ter um momento de tristeza para tentar transformá-lo em alegrias por elas, apenas doá-las com amor. 


"Amanhã é a primeira folha em branco de um livro de 365 páginas. Escreva-o bem." Brad Paisey

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O ano de Anne

Foi um grande ano! Obrigado a todos que fizeram parte dele. Dizia o facebook com seu post de fim de ano e chuva de sorrisos de amigos próximos ou não amigos. Resolvi dar uma olhada no que os outros veriam do meu ano, o que estava estampado em fotos, pois eu já sabia bem o que ele se transduzira. Quis também ver pra mentir um ano bom pra mim. Muitas fotos foram apagadas e o meu ano não se resumira naquilo. E tem coisas, além de fotos, as quais eu não pude apagar.
Meu Natal acabou antes mesmo de ser Natal. E meu ano, o mesmo. Comecei a acreditar que inferno astral é algo que realmente existe, só que tecnicamente, o meu esqueceu de quando devia ir embora. Talvez, desde 2012. 
Ontem eu tive de gritar porque me cansei de ouvir berros só de um lado. Gritei pra ver se me ouvia, me sentia. Eu também tenho voz. Era véspera de Natal. A noite passou e só parecia mais uma qualquer, sem valor especial e nevava tristeza. Consigo disfarçar bem. Calar. Dizer que está tudo bem, quando em verdade, não está. Eu sou essa mente instante dentro de um corpo ferido, fisiologicamente afetado. Enquanto for ruim pra você me ouvir por ser desagradável a você, eu vou engolir, ferir e ressentir mais. Vou voltar inúmeras vezes quando o momento for inoportuno, justamente por não conseguir aguentar esses pensamentos dentro de mim e fazer sangrar. O ano não acabou pra muita gente, mas pra mim era melhor ele nem ter existido. Queria firmar os punhos, me trancafiar num canto escuro e poder voltar. Não faria sentido pra mim, mas talvez fizesse pra você. Ou não, talvez o querer fosse tão grande que faria tudo de novo e só se arrependeria quando me visse. Talvez eu tivesse de ter errado também.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

vermelho atenção

eu me puno
sempre que olho pr'aquela cara outra
e perco o cabelo
(dessa vez pela metade)
a vontade
quis ferir os antebraços com próprio punho
senti vermelhar
e eu sinto inveja
de ser quem nunca serei
há algo de errado nisso,
eu sei
queria ser um chamariz
mas essa realidade não condiz
afinal,
não sou atriz
e muito menos tua meretriz
será que continuar condiz?


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

00:00:45

"estamos muy borrachos"
dias dantes, mencionei: de sobrenome alvo e alma negra
talvez entre aqui a sua defesa
por um vídeo, que me lembrou o antes
algo que eu procurei
e quando fui cavar mais fundo, só me decepcionei
no fundo, tenho razão
a tua procura e a tua omissão disseram muito mais do que eu pude imaginar
foi você que procurou
que agarrou
que escreveu
que apagou
que continuou a falar
gostou tanto, que se arrepender fora secundário
só vi mais risos e uma empatia de doer os ossos
e por isso eu rogo tanto, que não sou eu quem você quer
que qualquer affair é melhor do que eu pra você
que alguém de pulso forte e sem norte é o que lhe cabe
será mais libertador, talvez até nasça amor
uma pena ter me contado
talvez algo pudesse continuar
porque o que "incomodava", você lá deixou
mesmo que de canto
talvez fosse um fundo de esperança
pra eu terminar a dança
e você chamar um novo alguém de amor

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

31/08/1993, tentativa-erro

Terça-feira.
243° dia do ano de 1993.
36 semana do ano de 1993.
Tempo decorrido: 21 anos 3 meses 22 dias.
Número: 7

Eu não gosto de terças. Nasci 2 dias depois de uma chacina, que pra minha avó parecia ser mais importante do que o meu nascimento. Também nunca gostei muito dela. Simpatizava pelo número 31, até ligar ele a minha data de aniversário. Até que o número não é tão mal, os fatos que o circundam que o são. Começara em 2010 ou um pouco antes, pelo que me recordo. Desde então, detesto comemorar meu aniversário. É só mais um dia comum. Nunca gostei de parabéns pra você. Pelo quê? Gosto até de comemorações alheias. O problema sou eu. Pra que vou celebrar a minha existência, ainda por cima com fatos ruins rodeando cada ano de vida meu que se passa. Meu aniversário é um evento tão ruim pro universo, que até meu irmão preferiu inchar e passá-lo no hospital. Brincadeira. Mas a parte do hospital é verdade.
Esse ano tentei algo diferente. Quis fazer firula e agradar uma das únicas pessoas as quais eu queria que comemorasse mais um aniversário comigo. Comprei várias besteiras, mamãe fizera meu bolo preferido, mas nada engoli depois daquela madrugada.Não deu certo e eu já deveria ter previsto um mau evento. Eu não nasci para bons ventos.

Agosto, 31
2012 - Lhe conheci
2013 - Lhe tive
2014 - Lhe deixei

Parece com aquele ciclo que aprendemos no colégio. Nascer, crescer, se reproduzir e morrer. A diferença é que eu morri mais de uma vez nesses anos. Morri de amor de todas as formas possíveis, daquelas que a gente imagina que pode doer, mas quando sente, vê que a dor não chega perto do que realmente é. Hoje, de todos os cílios que eu já deixei cair pela vida, eu fiz um pedido. Em verdade, dois. Mas ele não ficara comigo. Sorte outra e olha que nem é 31. Tudo o que eu queria era cortar um pedaço de tempo da minha vida e ter um bom aniversário. Mas de hoje em diante, eu burlei a escala numérica e já não existe mais 31. Não o meu. Nunca gostei de comemorações e agora não seria diferente. É um dia morto, pra uma pessoa meio morta. E pelos que seguirem, eu dormirei, como costumava fazer. E pelo cílio da sorte, nesse dia, eu peço para que as horas encurtem e as lágrimas cessem. 



I was there for you

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Ambrosia

Fui um personagem, uma, em gênero. Serviu bem em mim, já que não sei mais quem sou oficialmente. Estive num lugar o qual nunca fora agradável a mim, mas hoje pareceu que me cabia, como nenhum outro. Um lugar que trazia-me paz, geria silêncio e sugava o meu vazio. Um lugar o qual deixei minha alma. Fica na Rua General Polidoro, já passara algumas vezes por lá, geralmente com medo. Hoje tive acalanto e o silêncio dos falecidos. Desejei ficar ali, não por ter algum prazer e/ou fixação pelo ambiente, mas ansiei aquela paz dos mortos, os quais um dia, foram perturbados como eu. Tenho ouvido dia e noite que sou ingratidão, no fundo, a história de Ambrosia se cruza com a minha. Devo realmente ser. Roubo sorrisos, prazer, o ser social, o insumo da alegria e faço você ser quem não é ou quem não quer ser. Nem bem sei mais o que você quer pra você. Cansei de ser infantil, ingênua, doadora de perdões e afagos, ingrata, que não lhe cabe quando erra, que não pode aparentar tristeza e muito menos fraqueza, que jorra ciúmes descontentes e descabidos. Que fica triste por nada quando o tudo ainda é recente. Eu posso aguentar surtos, mas quando surto, sinto-me sozinha com os meus. Molesto-me com o passado e com a projeção dele na minha vida, não que ocorra a todo instante, mas quando este ocorre, tenho de deglutí-lo. Partilhar o mastigar é pior. Eu me perdi de mim e ganhei umas avarias, eu me fui, ainda quando era Ambrosia.

"Revertere ad locum tuum."

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Eu, inferior

outrem
superior
não
sei
quem
sou
sei
quem 
fui
não
mais
me 
gosto
inferior
cá estou

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Perdão

"Eu faço tudo pra gente ficar bem e você só fica triste/puta comigo. Você bloqueia minhas ligações (infantil), é áspera, me ignora e etc. Você acha que isso não é difícil pra mim?"
Não fazem 3 meses que tudo ocorreu. E nesse curto tempo minha vida cambaleou e ainda tenta se erguer e andar com os próprios pés e algum sorriso. Eu sei que é difícil pra você, me ponho em seu lugar. Não fora esse meu comportamento que estragara tudo e a certeza de não estarmos dando tão certo como antes? A infelicidade que eu te proporcionei por expressar o que eu sentia por coisas que li e me feriram? Infelizmente você não sabe o quanto isso me mata também, saber que as coisas podem ser um espelho do antes e acabar em mais mágoa. E daí eu guardo tudo, eu me calo, não falo, "te ignoro", sofro sozinha e com meus textos. Choro sozinha, solução salina e ácida. Eu reconheço sim que estás se esforçando - num momento difícil e que largar o osso ou qualquer outra coisa é mais fácil, como fizera da outra vez - e agradeço a qualquer Deus que exista e que me ouça todos os dias pelo seu aguentar e tentar de cada dia, assim como por mais um dia de vida seu, mais um sorriso ou qualquer dessas coisas as quais eu admiro em você. Agradeço todos os dias por ter você, um alguém que eu quero na minha vida. Mas você também não vê o quanto estou me esforçando?

Perdão.

Nunca soube em essência o que significava. Sabia que não deveria pedi-lo a qualquer pessoa porque era algo como o sagrado.

Eu lhe perdoei. Descobri que perdão e amor caminham juntos, se sinceros. Lhe dei o meu sagrado, mas este é contínuo; processual. 
Você mesmo me disse que esteve numa situação como a minha. Já ocorrera com você e deve saber o quão desagradável é. A diferença fora de agente e que você não prosseguira com tal pessoa, que você ainda pode guardar sentimentos, fora o tempo e a distância que lhe fizeram perdão ou esquecimento. O perdão é destinado a pessoas e não a fatos, eu lhe perdoo como a pessoa que me demonstras ser a cada dia, por cada tentativa, pelos erros e mais ainda pelos acertos, e não pelo ato o qual você fizera. E vez em quando, eu lembro deste último, por situações cotidianas, pelo eu, pelo você. E também não é fácil pra mim, mas eu quero continuar. Atente-se! Hoje, eu lembro e faço pesar bem menos do que ontem. E assim como você, eu também tento fazer de tudo para ser melhor pra nós, você não vê? Nós já melhoramos muito. Perguntas e afirmações desfiguradas pela raiva e pelo desespero doem, existem fundos/traumas/tristezas por detrás delas e por detrás de cada pessoa que as trazem. 

Eu ainda tenho medo sim. Hoje, parece que eu não sou o que você quer/precisa. A minha tristeza e meus pesares não lhe fazem querer continuar, então seria mais fácil fazer como antes. Procurar uma fuga, uma distração, nova pessoa, um amor antigo - aquele que nunca saiu da cabeça-coração e que escondes, por medo - ou algo que o valha. Vez ou outra eu não sou e nem serei tão atrativa assim. Ninguém é atrativo a todo instante. É em cada dificuldade que fazemos escolhas, perdoamos e somos perdoados. É com a dificuldade e um amor que nos perdoamos. Talvez eu seja um bom passado pra você ou talvez possamos construir o que eu parecia ser pra você: She is love

While I was feeling such a mess, I thought you'd leave me behind


You've got my love to lean on
(mas eu ficorei brafa que nem ela no vídeo e vou parecer distante mais vezes)


Ainda te amo, mais do que você pensa.

Sexta-feira

Me olhei hoje na tela escura do computador. Não gostei do que vi. A magreza de sempre, talvez pior. Rosto fundo e olheiras mais ainda. Não dá pra ver a fraqueza em mim, mas eu a sinto agora. Meus músculos tremem, a luz vez ou outra apaga quando eu estou de pé. O estômago sem fundo doi (e agora eu seu o motivo clínico - escrevi antes de saber). Vez ou outra parece que eu não vou durar tão mais tempo. Sempre achei que morreria nova. Esse aperto no peito, essa cabeça tonta e essa falta de ar. Sem falar do peso nas costas. O fardo que pareço ter de carregar. Como se não bastasse os gritos, falas, frases, pensamentos guardados. Acho que são eles os responsáveis por grande parte do que sou agora. A boca cala, o corpo fala. E tudo isso pra não te ofender, pra não te ver do jeito que eu detesto. Pra que você não se machuque ou não se machuque mais. Quando eu sou infantil - me calo e me recolho - é pra não causar mais mal, mesmo que o mal fique dentro de mim. É pra assentar tudo dentro de mim e lhe entregar flores e não só espinhos (mas hoje vi que não faço isso, sou sempre eu triste e/ou puta pra você). E se for por isso, eu sou infantil pra caralho e você pode dizer isso ao mundo, porque eu gosto de ser assim. Me preservei porque já estou doente novamente e te preservei de você. Porque ninguém mais no mundo segura as suas mãos com firmeza e carinho, e dá beijos em falanges, quando essas são só raiva. Eu faço isso com amor, muito mesmo e seguro a sua barra, quando no fundo mesmo eu preciso é segurar a minha. E pra isso, meu amor, além de muito amor, eu gasto energia. E sim, sou infantil. No ponto em amar como uma criança, sem limites e não esperando nada ou apenas uma parte do que cedo. Em amar com brilho nos olhos e chorar quando não se é notado. 




"How I wish
How I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl
Year after year
Running over the same old ground
What have we found?
The same old fears
Wish you were here"




quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Cafuné

“Por ter os olhos que tem
Por rir pelo teu riso
Por teu sorriso
Pelo só
E a companhia”

De autoria outra, de autoria tanta, de autoria pequena e ainda sim, tamanha. Obrigada.

O desabafo da chama

Eu passei a noite em claro. Dormi por duas horas pela manhã já quente. Quase não tinha visão quando abri os olhos. Me assustei com a imagem projetada no espelho e quis voltar pra cama depois do xixi matinal. E eu voltei, mas permaneci por menos tempo do que desejava. Estava acabada. Em verdade, estou acabada. Minha cabeça me engoliu noite a dentro e lutou entre dores e desamores. Os olhos pesados de areia travavam um conflito intenso com a minha mente cansada e ainda sim, constante. Eu sei bem o que me consome. Só queri evitar o consumo excessivo, afinal, a conta é sempre muito cara. Não é que esteja pesando no meu bolso, tá pesando no corpo inteiro. No instante que levanto. Vez ou outra não tem ninguém pra acalmar o pranto. Foi como uma das noites de desventura que provei no instante que me deixou ou que eu quis te deixar sem sucesso por aquilo tudo. Quis falar rápido porque sempre perco o ar quando penso/falo sobre. Não falo muito com você disso, você se torna raiva e eu não consigo suportar tanto - por mim e por você. Me projetei então num colo alvo, de afago e cafuné pra ver se tranquilizava e fazia dormir. O tempo parou por um instante e logo voltou a lutar por sua existência na minha mente ou na minha concepção de tempo. Inclusive, corria noite a dentro e despistava o sono. Eu podia qualificar e quantificar os porques de um dia não bom, mas nem vou. Cada dia menos eu narro meus dias. Só faço insultos, não é? Fora um dia de incêndios, mas nenhum deles aqueceu a minha alma.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Desculpa, mas é que me bateu um medo grande...

Hoje me bateu um medo grande. Daqueles que embargam a voz, pesam o caminhar e até gelam a alma. Não fora por um momento ruim. Era feliz. Mas eu senti uma distância desde que saímos de casa, desde que você lembrou de um dia ruim. Tinha olhos profundos, mas perdidos e me pediu um abraço. Eu não sei nomear esse dia, mas teve algo de catártico na minha vida. Algo de purificação da alma por meio do emocional. Uma experiência de quase-morte, quase literalmente, pelo peso nos braços, pelos sintomas físicos e constante perda de peso ou pelos pensamentos pouco vívidos. É uma catarse circulante. Pelo corpo, pela mente, pelo coração e pela alma. Não sei se o caminho é necessariamente este, mas deve ser por aí. Eu tive medo dos nossos destinos, dos nossos planos de antes prum amanhã-hoje já desigual. Também tive esse medo no final de semana. Parecia ser um imprinting. Parecia dali que nosso futuro juntos seria curto. Cada um pro seu lado por conta dos sonhos e de sentimentos mutados. Eu pude ver a sua dúvida, seu pensar e até algum traço de decepção. Não tem sido muito diferente do agora. É que meu lado já não tem muito significado e só deve ter daqui há um tempo. O meu medo é de que quando eu encontrá-lo novamente se faça catarse e chova. Meu caminho é o do cuidar. Acho que sou builder demais pra um explorer/negotiator. E disso? Eu sempre tive medo. E por isso? Eu sempre lhe disse que o seu futuro seria com uma pessoa diferente de mim e mais parecida com você em determinados quesitos. E lá no fundo, isso sempre me doeu - sem você perceber, claro.




quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Um pedido de desculpas aos meus pais

Pai. 
Mãe.
Me desculpem.
Esse pedido de desculpas não tem todo o meu pesar e acho que nenhum outro vai ter o que eu sinto aqui dentro. Vocês devem me perdoar até, mas eu não consigo me perdoar. Me desculpem por isso também. 
Com muito custo eu pensei em trancar meu curso e com mais custo ainda contei a vocês, com meu coração na boca. Pai, você me entendeu logo de cara e perguntou quanto seria o cursinho e eu sou muito grata por isso. Muito obrigada. Mãe, mesmo resistindo bastante e querendo que eu terminasse a minha graduação, no final, você me apoiou. A máxima é verdadeira: - Mãe, é mãe. Muito obrigada. Eu estava decidida que eu faria desse semestre o meu ano e vocês depositaram suas fichas em mim e sei que ficam ansiosos pelo resultado, assim como eu ficava, mas dessa vez ele é explícito pra mim. Não vai dar. 
Eu lembro que você, pai, mesmo não tendo muito dinheiro livre pra gastar, quis que eu tentasse os melhores cursinhos porque acredita em mim. No geral, você fez o que podia e o que não podia por mim. Obrigada por ser meu pai e tratar da minha educação e dos meus irmãos um investimento não só nosso, mas seu também. Eu sei o quanto é importante pra você nos ver formados e com uma profissão estável, diferente da sua. Eu vou me dar e te dar isso um dia. Por você ter acreditado em mim, eu corri atrás de uma bolsa no pH - hoje saiu um ranking que este é uma das 10 melhores escolas do país, sendo respectivamente o primeiro. obrigada por ter me colocado entre os melhores. - e conseguimos um bom desconto pela minha instrução e colocação em vestibulares anteriores, ainda puxado pra quem tem 3 filhos, mas um bom desconto. Obrigada por esse sacrifício. Faz as suas horas ausentes serem perdoadas ou pelo menos um pouco. Eu fiquei tão feliz com a possibilidade de poder estudar de verdade pro que eu queria. Foi encantador e assustador ao mesmo tempo. Tecnicamente, faltam dois períodos para que eu termine a graduação e estar no ambiente de cursinho nunca fora 10+, ainda mais numa situação como esta. Eu tinha uma pressão interna e externa por isso. A grande maioria dos alunos era bem nova, e eu tenho meus 21 - que pesam - era anne x anne. Só. Meu psicológico começou a se moldar naquele mar de monstros. Fui construindo uma rotina com um bom material e com bons instrutores. Desesperei-me com o ritmo, acalmei e até percebi que ali eu aprendi matérias que nunca tinha visto no colégio. Era intensivo. 
Mãe, eu nem preciso lhe dizer o quanto você foi e é essencial nessa minha jornada - um dia ela vai acabar, eu garanto. E você vai me ver mais feliz do que nunca. Acredita nisso comigo? - mas enquanto não acaba, eu vou tentar continuar buscando-a. Eu só tenho a lhe agradecer pelo apoio físico, moral e psicológico que só se encontra no amor de mãe. Sem você eu não estaria forte hoje, como estou. Teria definhado no dia 31. Eu te amo e sou imensamente grata, mesmo você fazendo tudo à sua forma, que vez ou outra eu acho meio torta. Obrigada pelos abraços, conselhos, carinho e principalmente pelo silêncio e espaço que me destes. Obrigada pelas flores que alegraram aquelas manhãs tácitas e que foram regadas à lágrimas. Obrigada por ter só sentado na cama e me visto chorar - como faço desde que comecei a escrever - me colocado pra ver o dia, quando cá dentro era noite, e assoprado o meu coração pra ele esquentar. Você é indispensável em minha vida. Vocês são. Não gosto nem de imaginar a minha vida sem vocês.
Eu fui mal na prova e dessa vez eu fui mal de verdade. Lembrei de coisas que eu não queria e nem devia - Bernardo fora justo em me contar, não o perdoaria de forma contrária. Acho que ele me ama, mas não sei o que houve e me doi não saber - não sabia articular, perdi tempo, chorei e meu preparo não fora completo. Meu rendimento no cursinho, destaque nos pH's iniciais da minha turma, caiu e eu não tinha forças pras aulas. O trajeto era longo até lá, eu estava fraca e tinha medo que acontecesse algo. Perdi as contas de quantas vezes voltei quando estava no meio do caminho. Eu não era eu. Perdi 5kg em pouco menos de duas semanas. Eu sei o quanto você se preocupou, mãe. E peço perdão por essa preocupação. Mas não deu. Essa deve ser a minha menor nota entre os últimos anos que tentei, mesmo sem cursinho. Eu fui lá e fiz o que deu, mas não o que eu era capaz. Eu fiz o que consegui lidar emocionalmente. Nesses dois dias de prova os pensamentos me engoliram e eu não fui capaz de cuspir neles. Eu só fui por vocês. O máximo de esforço foi por vocês. Por mim? Eu nem iria. Não estava preparada para aquilo. Até a redação me engoliu. As palavras me enforcaram, rasguei a métrica e fiz parágrafos indevidos. Tema conhecido, discuti sobre ele minutos antes da prova, mas eu não me conhecia mais. Mãe e pai, não deu dessa vez. Mais uma vez. O quanto me doi falar mais uma vez. Essa era pra ser a vez. Mas não deu.
Muito obrigada, eu sou infinitamente grata a vocês. Pra sempre. E vou fazer Medicina com e para vocês. Eu acredito que vocês ainda irão se orgulhar de mim. Eu vou resistir aos meus pensamentos por isso.
Perdão.

Sobre os diferentes pesos que a felicidade assume

Eu pesava 52 kg ou um pouco mais, passei pra 47 kg quando adoecida e agora ando por volta de 50 kg. Poucos sabem o real motivo desse "pesar", outros só perguntavam o porque de tanta magreza ao invés de: por que tanta tristeza? Tais perguntas formavam nós que bailavam em meus ouvidos, consequentemente aumentando a tristeza do meu coração e do meu corpo, que sofria. E ainda sofre. Não bombardeio ninguém com tais perguntas cabulosas, creio que no mínimo, deveria também ser poupada. Sou uma dessas pessoas que sabem quanto estrago inconsciente tais perguntas fazem. Reservo-me ao máximo. E quando me fazem mal por estas, apenas sorrio e aceno. Mais uma vez guardo tudo em mim. E adivinhem onde isto é refletido? Adivinhem. 
Não acho que posso me considerar uma pessoa infeliz, mas o estado que me proporciona as experiências relatadas acima é este. Com isso, torno-me uma pessoa num momento infeliz, tendo alguma causa explícita para tal, ou para alguns, nem tão explícita assim, e mesmo assim, de fácil resolução.
Numa conversa pela manhã, logo ao acordar, tenho um outro extremo. Uma amiga, de razões parecidas, emocional, estatura e peso semelhantes. Estado diferente. Quando mais novas compartilháva-mos estados parecidos, até chegamos a compartilhar esse ano e nos tornamos felizes juntas - por hora - mas não por muito tempo.
Hoje fora mais uma prova do vestido de noiva dela. Esqueci de mencionar que esse é um dos estados que nos separa agora, a felicidade de um amor que tem dado certo, que mesmo com avarias pequenas resiste e que socialmente gerará um fruto maior. O fato de não esconder o amor que se sente, torná-lo público com coragem. Coragem esta que não se resume só no fato de casar, pode se apresentar de outras formas.
Já contei uma parte de nossa história conjunta aqui e continuo imensamente feliz por ela. Questões de merecimento, eu diria. Me pergunto se mereço ser feliz assim um dia. Perdi a esperança em remontar relações. Nunca fui muito boa com isso. Só quis namorar uma vez, com uma pessoa que eu escolhi e que resolveu me escolher quase um ano depois.
Como disse anteriormente, sempre tivemos o peso próximo, mas agora as coisas têm sido um pouco diferentes. Ela engordou. Está engordando. Está feliz. Sexo é uma coisa completamente secundária. E as coisas se relacionam. Por ela estar feliz - amando e sabendo que é amada - tudo o mais é secundário. E até o que é secundário a faz e fará feliz.
Eu poderia me comparar aos quesitos acima, mas prefiro terminar com meus votos de felicidade. Quem sabe um dia eu voltarei a ficar feliz assim com quem mais merecer.


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

AA, só mais um dia

E eu estou aqui
mais uma vez
só por mais um dia
observando ao redor
especulando coisas
vasculhando o passado
bebendo lágrimas
procurando respostas
que não me cabem
velando fotos não minhas
de um alguém melhor que eu
(?)
de mais riso, 
mais fôlego,
mais críticas,
de mais posse,
de mais poder,
de maior persuasão,
de cintura à mostra,
batom escuro,
(maquiagem só não fica bem em mim)
de maior tesão 
concupiscível
ou algo que o valha
que lhe mandou crescer
que me disse que seria melhor assim
que fez sem culpa
e que me dói
me sinto tão pobre perto desta
ou deste fato
o lixo que comentei anteriormente
tenho bebido olhos tão menores quanto os seus
talvez uma explicação
ou não
de mais corpo
pernas mais torneadas
seios maiores
odeio quando fala dos meus
depois disso
é lembrança imediata
um dos sinais que me faz pior
(?)
ou nem tanto
não sou ativista
nem eloquente
ou bem articulada
mas acho que qualquer mulher no mundo
não devia ser trocada
me sinto massa de manobra
a pior (não pela troca, mas sim, pela tristeza)
e a melhor pessoa do mundo (por ainda assim, só por mais um dia, tentar espalhar amor ao invés de dor)









Conjugar

eu joguei meu sonho no lixo
estou jogando meu trabalho no lixo
eu joguei meu amor no lixo
eu me joguei no lixo
e hoje, eu me acho um lixo
e não sei me separar dele
e muito menos conjugar

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Inversão incompleta

eu
não
sou
nós
não

Anna Bolenna - A perturbada da corte



Quando só o outro pode ter medos

eu tenho vivido na incerteza. eu devo ser a insegurança figurada, coisa que você sabe bem. não gosto quando as pessoas falam dos meus traumas e muito menos quando elas
são as donas desses traumas, ainda mais se forem por duas vezes.
1 - psicológico
2 - físico e psicológico
o meu psicológico já estava dolorido e amargurado, afinal, não é fácil ver escrito aquelas coisas sobre você com todo o desdém e falta de consideração. você, uma pessoa
que até ali só tinha mostrado perdão (por mais uma chance), consideração, amor (até nos momentos que eu pensei que não tivesse) e deu sua palavra de comportamento (eu
não destrato pessoas, por mais que elas mereçam).é, mas eu parecia errada e fui julgada como. brigando por nada. fora só uma bobagem há tempos atrás. que mania tenho 
eu de especular o passado. pobre anne, antes tivesse se jogado de um prédio e ouvido risos enquanto caia. fiz depressão, pressão pra dentro.

passado o primeiro, imperdoável, mas desconsiderável... o segundo. aquele dia entorpece a minha mente e eu entro em mim depressa, faz pressão nos olhos. como pode passar o dia
comigo, falar n coisas sobre o primeiro erro e plantar um segundo tão pior quanto o primeiro? e no final, sou eu quem não pode sofrer, nem lembrar, nem projetar coisas em cima
disso. é realmente um presente pra uma pessoa insegura e que dá chances, como vocês deram risadas. de forma fácil.

eu sou tuas restrições, um dementador de sorrisos

-ok
-não vou falar com ninguém?
-é isso?
-pra eu ser um total antipático?
- ...

às vezes você só ouve o seu lado e eu? calo o meu. 

- e eu respondi ela com o mínimo da educação que qualquer ser humano merece.

vez em quando acho que não sou um ser humano. 



Danke!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Notação de um amor

"61 dias. Carinho. Amor. Afeto. Companheirismo. Gratidão. Sem você, tudo seria sem graça. Que perpetue pelo tempo que for. Você é maravilhosa!"

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

0 dia

No dia em que eu parar de me importar, não sei se vira título ou vira texto. 
Porque como as boas línguas dizem, a gente só dá valor quando perde.

Titubeando um filme

Não leia. Recorra ao trecho em negrito para saber o motivo da não leitura e vá embora. Eu não asseguro a leitura de tal texto. Intruso, é a sua última oportunidade de não ler, porque depois do ponto...




Meu bem, ontem foi o dia o qual eu mais percebi que não sou pra você. Talvez eu não seja nem pra mim. Eu nunca fingi ser o que você queria, ou talvez uma ou duas vezes para agradar. De resto, sou tudo aquilo que você não parece querer engolir. Sem tipificações. E por ter sempre sido eu, sem dar muito o braço a torcer no momento que eu achei que não o convinha, houve o que houve. Talvez, se eu tivesse me tipificado, ainda seríamos o nós de antes, sem os tantos nós que adquirimos e você teria se segurado, mas foi bom ter continuado sendo eu. 

Eu peço desculpas sempre e andei me culpando demais (na minha cabeça) por coisas que eu nem tenho culpa. Tenho mesmo é que me desculpar por isso. Me faço de forte. Odeio chorar em público. Digo que as coisas estão bem, mesmo quando não estão tão bem assim e quando meus olhos insistem em dizer o contrário. Eu tenho melhorado nisso até. Green promise.

Todas aquelas cenas de ontem me tocaram um pouco. Me senti um pouco como a garota exemplar, obviamente sem aquela patologia toda. Me senti anestesiada, chorei, continuei assistindo. Segurei a tua mão. Ri absurdamente dos absurdos. Continuei sentindo.

Compreendi parte do que aconteceu no final de agosto. Me senti vazia ou esvaziada. Ecoou em minha mente o que eu sempre lhe disse: "Talvez você seja mais feliz com um alguém mais parecido com você" e com a sua tipificação. Isso você nunca entendera, e nem eu entendia muito bem. Clareou com as falas de um diálogo, com um ato triplo e com um filme único.

Eu te vejo hoje infeliz, de certa forma por minha conta e não desejo que isso continue. Tenho medo de como você foge dos problemas, por evitar enfrentá-los e procurar quase sempre a forma mais fácil de passar por cima deles. Tenho medo de como você se diverte quando tem algum problema e como essa diversão tende a acabar. Me esquece. Surge com um "eu" diferente e faz o que deseja, impulso. Faz tudo ou um pouco do que eu desgosto, pelo que vi. Se torna, talvez, a pessoa a qual eu conheci Parece que essa é a sua essência e meu cheiro descombina do seu aí. Tem um bom papo, busca envolver as pessoas, torna o olhar mais incisivo (nunca fizestes isso comigo), fuma, bebe, usa coisas, alopra e centra atenções. O mesmo que sumiu uma vez e me decepcionou outra. Meu medo está nesse meio. O motivo d'eu perguntar quem é você. Já nem sei mais o que escrevo. O fato d'eu ter batido a cabeça forte deve ter ajudado.

Tenho medo de ações, de festas, do dormir fora, dos não avisos, de drogas, bebidas, do trabalho, do estresse, do compartilhar como me sinto com algumas posições suas. Tenho medo pelo antes. Não é que eu faça questão de lembrar. Eu só tenho medo.

Por mais que eu te ame muito, teu riso é solto sem mim e talvez se distanciar de mim seja melhor pra você. O vídeo que eu vi tempos atrás (um pouco depois de lhe ter conhecido) e que eu revi hoje, fala um pouco disso. De um guri que eu conheci e que parecia ser feliz. Mais do que agora. Como você me disse, você também tem medo de ser infeliz. Acho que o medo maior é de estar sendo infeliz e continuar sendo.  Sabe, talvez você se aproxime mais de você dessa forma e encontre tipificações que lhes satisfaçam.

Não sei se notastes a minha cara de espanto e em seguida a minha concordância contigo em frente a outrem. "Ela é seu calmante." É, acho que não mais. Teu gesto e expressão me disseram muito mais que a voz. Eu não soube como agir e meus neurônios-espelho se fizeram presentes. Apenas o imitei. Em seguida desejei não estar ali; sair pra chorar ou só ir embora. Engoli meu orgulho (novamente). Me senti engessada, como se eu te limitasse quando estou ao seu lado, principalmente de um ambiente ao qual eu tenho ciúmes, como você disse. Faça-me o favor. Quis sumir desse ambiente. Me senti mais vulnerável que nunca e nunca prendi tanto o choro.

Voltei àquele meu pensamento sobre você ter um insight que não gosta mais de mim. Acho que esse é mais provável de ocorrer do que o contrário. Ele me conforta mais que os sonhos ruins, ao menos. Estes insistem em me dizer que ocorreram mais coisas do que você teve coragem de me dizer. Combinamos ser sinceros um com o outro, sempre! Espero que sejam só sonhos ruins.

De todo, se você me deixar, só tenho medo do que vai acontecer com o amor que ficar, afinal, fora ele quem me fez ficar. O amor é uma pessoa.

Eu já não sei se lhe ajudo mais. Só lhe critico, só lhe faço mal, só reclamo, só penso em mim, só desconfio e confio desconfiando, só escrevo coisas que machucam, não socializo com seus amigos e me esforço pouco pra isso, não lhe deixo fazer o que queres, vai mal na faculdade por minha culpa, nem se fala a baixa produtividade quando está no trabalho, o estresse, o drama e afins. Não é isso que eu faço e que sou pra você?! Quando eu, você ou alguém lhe fizer acreditar nessas coisas, será mais fácil me trocar e esquecer. Não necessariamente nessa ordem. O que eu sou pra você? Eu não sei mais. Pra mim? Só uma garota exemplar, sem as psicopatias, que tem muitas dúvidas e uma única certeza.

P.s: E pelo medo eu peço, rogo, suplico e afins. Tudo deve ter doído de novo, mas por favor, não (me),(te),(nos) decepcione outra vez. Crescemos com os problemas e não os abstraindo de todo. Ouve mais a sua mãe, não que o que ela fale me beneficie de algo, mas por você. Mães sempre estão certas, você sabe, e a sua te ama demasiadamente e pediu p'reu te cuidar, te entregou. 

Há duas formas de aprendermos sobre determinadas coisas e somos nós quem escolhemos a forma mais fácil ou mais difícil, sem saber qual a melhor. Uma nos faz sentir fundo, mais forte, dói. A outra tende a aliviar. Qual das duas faz o quê? Eu não sei, mas nem sempre a mais fácil é a melhor escolha.




Vida sinuosa à direita

Indica duas ou mais vidas sinuosas iniciando à direita. Esta possui entroncamentos à direita e à esquerda, uma interseção em círculo feita em rota e confluências à direita e esquerda. Há semáforos à frente e estão quebrados, com isso a parada se faz obrigatória à frente.  Atente-se! E prossiga com um silvo breve e cuidado com os declives, aclives e depressões da via. Muito cuidado com o trânsito compartilhado; a altura dos seus sonhos é limitada, bem como o peso destes por eixo. Vez em quando o sentido será duplo e haverá áreas com desmoronamento. Procure um sentido único, cuidado com os animais que encontrará no caminho. Vão existir ruas sem saída e com ventos laterais. Mesmo que se sinta como uma pista dividida, o final é ter sentido único ou ser atropelada por um bonde.


E de novo

deu aquele frio na espinha que só eu sei. Espero que o pulo de aviso e susto, o nervosismo e a insônia não venham acompanhados deste.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Sobre o querer

"Cresça e (des)apareça
Descobri que problema não é não querer nada ou querer muito das coisas. O problema é que até pra não querer nada ou querer tudo, a gente precisa de maturidade. Porque quando a gente não quer nada sem maturidade, a gente acaba caindo na irresponsabilidade. Mas quando a gente não quer nada com maturidade, a gente entra no processo do autoconhecimento, do desapego e da libertação. Quando a gente quer tudo sem maturidade, a gente acaba colocando os pés pelas mãos, se tornando instável e como consequência disso desiste fácil de tudo que começa. Mas quando a gente quer tudo com maturidade, a gente entende que há uma vida inteira pela frente pra conseguir o tudo. O fato é que em uma sociedade cada vez mais infantilizada, crescer tornou-se um ato de resistência. Crescer dói, abandonar as garantias absolutas dói, perceber as besteiras que fez e as pessoas que machucou dói... Mas parar no tempo feito um bolo murcho sem fermento, pode doer ainda mais algum dia."
Ribs


domingo, 16 de novembro de 2014

Sobre querer estar em casa

Tudo o que eu mais queria era colo, de mãe. Era estar em casa. Eu me sinto sozinha até acompanhada. Eu busquei um caminho e descobri outro. Eu me canso, não pense você que de forma fácil. Eu passei por aqui meio sozinha e chorosa desde sexta. Deixei o meu trabalho acumulado em casa, longe. Me arrependo de ter estado aqui. Eu preferia ficar sozinha lá. Ter que me ocupar até de maus pensamentos, mas longe. Nunca estive tão longe estando tão perto. Eu só quero apagar, de todas as formas e maneiras. Mente, alma, corpo, coração. Você me esqueceu sozinha. E eu ainda lembro de existir.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mais uma vez somatizante

Uma imagem, pequena, com alguma mensagem,
rapidamente escondida
Como tudo e grande parte das outras
quando se está comigo
A privacidade é indireta
Mais parece que só a minha pode ser invadida
ao ler minhas mensagens
(Eu não ligo tanto, não tenho nada a esconder,
mas aqui a via deve ser de mão dupla)
Não é nada demais,
depois eu vejo
Nunca é nada demais
Nunca nada pode me magoar
e/ou me fazer lembrar das coisas que passaram
As palavras cortantes
O ato lascante
E eu?
Sim, eu tenho muito o que escrever
mas por enquanto,
Eu, somatizante.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Só vim pra dizer

que olhos pequenos se merecem e vão sempre de encontro ao mesmo entardecer. se comem, se entendem. se mentem. busco outros grandes. cansei-me da falsidade e dissimulação dos pequenos. sempre amei olhos, olhares e sorrisos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Para minha Clara

Meu amor, é completamente estranho lhe escrever isso agora, ainda mais em um momento como esse, mas meu coração pulsará mais forte por você um dia, mesmo que em meu imaginário. É difícil controlar esse instinto maternal que bate cá dentro agora, mas eu não sei se ele vai continuar existindo, por isso eu não sei como escrever. Escrevo pra filha que vou ter um dia ou pro meu imaginário que quis ter uma filha um dia? O amor me machucou, cara mia, talvez você passe por isso um dia, mas saiba que estarei ao seu lado. Já nem sei quais pessoas usar.

Esse texto seria melhor escrito se eu conseguisse imaginar nós três, mas por enquanto, somos eu, você e alguém. Eu ainda não estou pronta para escrevê-lo. Mas eu consigo lhe imaginar, com lágrimas ao canto dos olhos, já nascida e crescendo. Uma menina tão doce e Clara.

Antes das tuas características, as minhas. Eu vou ser uma mãe super protetora, que dá carinho, atenção e que tenta fazer do seu tempo infinito só pra ficar mais pertinho de você. Mesmo quando eu estiver cansada, vou lhe dar toda a atenção do mundo, porque você será uma partezinha do meu coração. E mesmo com muito trabalho, não se pode negar atenção a quem se ama, seria um erro dos grandes, mas nem todo mundo consegue perceber isso. Minha vida termina aonde a sua se finda. Lhe magoar irá dilacerar meu coração, e você irá ficar triste com isso e dirá que a culpa foi minha por x ou y. Eu, com muito aperto, vou fingir que está tudo bem, mesmo quando sei que não está. Eu vou ser chata, mandona, dar broncas, seguir o protocolo de todas as mães do mundo, dizer que é para o seu bem. Vou te amar incondicionalmente e dar a minha vida por você.

Vou fazer de tudo para o nosso parto ser humanizado, pra ter um contato maior com você desde o seu nascimento e te fungar assim que nascer. Ode à oxitocina. Vou falar dela pra você um dia. O que importa agora é que ela nos conectará de uma forma sem igual. Eu vou chorar. Me tornei chorona de um tempo pra cá, só tenho de tomar cuidado pra não te afogar em lágimas, mas não se preocupe, meu amor, serão de felicidade. A mais pura e genuína a qual provarei um dia. E eu quero que tenhamos um super-pai presente, quero fazer do teu nascimento uma vida mais feliz, não um martírio depressivo e enlouquecedor pra nós. Eu quero ser a melhor mãe do mundo pra você.

E depois que você tiver nascido, as coisas vão ser um pouco complicadas, mas a natureza e o amor vão me ensinar como lidar com meu novo presente. Eu vou ficar assustada e com medo por ter uma vida tão singela confinada aos meus cuidados, eu sei. Vou ter planejado cada coisinha para que você esteja comigo numa fase mais tranquila, que eu possa ter relaxado um pouco para lhe receber e também lhe dar atenção contínua pós natal. Não quero me matar de tanto trabalhar e fazer-nos mal. Eu sempre vou pensar em você em primeiro lugar. Meu amor é teu. Desde já.

Clara tem origem no latim Clarus, e significa brilhante, ilustre, clara, luminosa. Gosto de poucos nomes, mas este escolhi pra ser teu. Nosso. Tenho a certeza que incorporará estes adjetivos a minha vida, serás ilustre. Mesmo tão pequena, sei que irei me perder em teus abraços, no seu cheirinho e nos pequenos beijos. Te abraço mentalmente até poder tê-la ao meu ladinho e cuidar-te. Ah, como eu te amo!

Eu vou te amamentar, receber gofadas, te dar banho, carinho, amor, cócegas, servir de apoio pra você andar, morrer de preocupação quando você estiver doente (mesmo sendo médica) - meu maior medo no mundo será te perder, brincar com você, te dar mordidinhas de amor, beijar as bochechas enormes, e fazer mais carinho, ouvir músicas pra te acalmar e também ajudar a formar as suas sinapses, emitir sons esperando os seus, e mais mordidas pelo corpo (gordinho) todo, te contar histórias, ensinar a ler, escrever, repartir, ajudar, dar bom dia, boa tarde, boa noite seja lá pra quem for, não ser rude, ajudar os velhinhos, não sentar no banco amarelo, amar a natureza e eu prometo que vou tentar responder todas as suas perguntas na época dos porquês. Tenho tanta coisa a acrescentar por aqui, mas isso eu vejo se faço com o tempo. Farei mesmo. Será o meu maior post. Acho que serei uma boa mãe. Pode brigar comigo se eu não for.

Minha Clara, eu te amo.

Sem fotos hoje.



O que eu precisava deixar por aqui hoje...


Você não sabe se ela é a mulher da sua vida?
E daqui eu invejo alguns comentários: https://www.facebook.com/blogthebrocode/posts/587880137982759



Cambalafoice

pergunto-me o que falas 
sobre e de mim
pra tanta gente
no meio dessa confusão
se já não estamos tão bem
e aquilo não foi nada
e um dia, o nada fui eu
espero que tenhas um pingo 
de consideração
pelo eu que te afaga,
mesmo sem forças
em toda a projeção
o eu
que também precisa de atenção
conversa! 
cuidado!
com as suas palavras
o poder que elas causam
nessa tua distração
depois, não adianta
dizer que não foi nada
que era só palhaçada
condizente com a situação
cansei de ser
fumante passiva
encortinada pela sua
fumaça de atenção
que clama por um 
olhar outro,
tesão mútuo
pra manter 
um relacionamento paralelo
só pra mudar de estação
- mas meu bem,
problemas a gente não
segura assim, não!



a imagem é só figura, de uma das cambalafoices que se passaram.
que não dê corda, nem se faça presente
porque ainda nem tem cara de passado
fora um dos demônios, já descritos, que me assustaram
se faz onipresente
no meu passado consciente

O pequeno príncipe

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."


Essa frase eu ouço desde pequena, mas de fato não a compreendia. Era pequena demais. Engatinhava na leitura. Li "O pequeno príncipe" enquanto brincava de juntar letras, ainda no colégio primário, na época a qual me interessava muito mais pelas aquarelas de Exupéry

Aos 13 anos ganhei um exemplar, que continha uma dedicatória, a qual desejava bons proveitos com a leitura. O tive, mas não o suficiente para compreender aquela história. Li com a razão. 
Três anos depois, apresentei a história em forma de peça pro colégio inteiro, por conta da professora de literatura. Tive de reler o livro, adaptar as falas, sentir o texto. Todos nos aplaudiram de pé no auditório. Mas ainda assim, ainda havia razão. 

Nesse meio tempo carreguei frases de destaque do livro na cabeça. Vez em quando vinha uma ou outra pra reflexão e mais uma vez era tudo na base da razão. Sempre mastiguei meus pensamentos até conseguir digeri-los. Pensamentos são grandes cadeias de proteínas que devem ser quebradas em aa para servirem de alimentos ao corpo. Engolir coisas não é algo muito eficiente para o processo de digestão.

Quando tenho problemas que alteram o meu estado como ser humano de forma psíquica, química e física, busco mastigá-los, assim como faço com a comida, só que na forma de pensamentos. Os problemas da mente-coração se transduzem fisicamente pra me alertarem que estão ali. Em episódios assim, busco uma leitura confortante e esclarecedora, por mais que tudo esteja desalinhado, enquanto a leitura, interpretação e escrita, ainda gosto de fazer essas coisas. É como uma válvula de escape ou os hormônios de fome e saciedade. Um olá para a leptina e a grelina, e o go/no show dançante no meu metabolismo. Se eu fosse falar de neuro ao invés de gastro, as coisas seriam muito piores.

Voltei-me a leituras. Neurociência comportamental, psicologia, antropologia biológica... (posso recitar os títulos depois. Tentei até "Ensaios de amor", do Botton, mas temo nunca mais conseguir pegar neste livro. Ele contou a minha história antes mesmo dela acontecer. Queria mesmo que ela morresse com esse livro, e não com o que eu tento escrever. Sempre tive medo de fantasmas do gênero. A minha cabeça parece mais com um thriller ou com a lista de detective books do goodreads. "- Há tempos não falo com ela." Já ouvi tal frase antes e sempre viera acompanhada de risos de deboche. Toda essa desconfiança baseada em conversas e atos passados, na não percepção que faz mal, me incomodam. Na verdade, me entristecem. Parei com neuro. Já com a neura... não depende só de mim. Tudo é relativo, inclusive a percepção de tempo e de contextos. Eu não duvido de mais nada. Quando aperta de um lado, recorres a outro. Nesse ponto, eu não acredito em você.

E eis que as frases de destaque me deram umas cutucadas e eu cedi a leitura novamente do livro. Dessa vez meu estado era totalmente diferente. Atento, ressabiado, um cado triste, desmotivado e etc. Bem diferente da moleca que aprendera a ler e que odiava meninos, línguas contorcidas em beijos, e já demonstrava pavor de relacionamentos. Bem, acho que essa última característica nunca saiu de mim, mas voltara a ser forte. Crianças sempre têm razão ou quase sempre. 

A frase que me cutucou com mais força fora a do início do texto. E por que esta agora tem outro significado? Antes era uma das que passavam despercebidas ou que faziam parte da coleção das que eu não compreendia lá muito bem. Então, não é muito difícil de interpretar isso. Eu cativei alguém e alguém me cativou, corpo-alma-mente-coração, e por isso sempre me senti responsável por isso. Com isso veio o respeito, a admiração, a compaixão, a vontade em continuar, de fazer o bem, o dengo... o amor. Mas diferente das demais leituras, as quais sempre usei a razão, essa eu só compreendi por ter usado o coração, mesmo que não tenha usado-o muito bem (é que ele ficou meio caído).

E no mais, as pessoas deveriam ser mais atentas ao significado das pessoas que passam em suas vidas, nos momentos, nas consequências das coisas, na possibilidade de se perder tudo pelo nada, na impulsividade citada no texto anterior. Deve-se estar atento a jiboias que engolem elefantes, mas fazem sombra de chapéu; em principezinhos; caixas; carneiros; asteróides; aviadores; rosas; raposas; serpentes; reis; bêbados; homens de negócios; acendedores de lampião; geógrafos; astrônomos e vaidosos. Talvez algumas não estejam preparadas para ler esse livro, como eu não estava e ainda não sei se estou, mas talvez um dia estarão. Talvez um dia lembre-se da frase da raposa de forma própria, sem precisar de beliscões e uma voz mais exaltada. Talvez um dia eu possa parar de dizer que sabia que você não se lembrava de tê-lo feito, mesmo eu repetindo tantas vezes. No dia em que isso acontecer, eu vou me orgulhar. Ou talvez você tenha que vir aqui, se formos estranhos, para um dia lembrar.

[...]
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és
responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
[...]

É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.

Eu poderia escrever tão mais... mas hoje, eu só recomendo a leitura de tal livro. 

Mas lembrem-se: Só se for com o coração. 

"Perseverance is not a long race; it is many short races one after the other." -Charles W. Eliot