quarta-feira, 13 de março de 2013

Chakra

O que eu compreendo sempre será inalcançável. Está acima de mim.
O que eu vejo, nem sempre falo.
Não vejo.
O que eu não falo, sinto.
Prendo-me.
Eu amo, faço.
Mas... por vezes não.
Não amo, não faço.
Amo, não faço.
Amo e faço.
Confúcio.
E por isso torno a sentir.
Sentir o que sou e também o que deveria ser.
7 em 1, mas sempre em desalinho.
Equilíbrio entrópico do eu.


sexta-feira, 1 de março de 2013

Star dust

Maybe astrophysics can explain what I don't know.
We're made ​​of Star-stuff.
But... Star-stuff have emotion?
Irrational.
Same atoms base. Same particles.
I have the Cosmos in me.
And with it all the dust storm.
Any Black hole. Dark Matter. And more Black hole.
Every String theory. Branes.
I'm beyond a neutral zone. Very distant. Incalculable distance.
Neural zone.
A combo of membrane fluid with the hardness of Carbon.
Absolutely: More Carbon.
But maybe... I can be a carbon membrane.
I look to the side and I see hundreds of thousands constellations.
Different ways, close, but I still feel alone.
I am dust.
Star Dust.

http://feathe.rs/201303012927


Ilustração por: Lucas H. S. Guimarães 

domingo, 20 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Bom dia!

Antes das 7 a.m e meu café tinha gosto da pizza de ontem.
Olhos turvos, chuveiro quente e cansaço aderiram ao mesmo compasso. 
A toalha fora necessária.
Volto ao meu café, mas antes dele 3 goles d'água com acréscimo de 1 comprimido.
Comprimido.
Era exatamente assim que eu estava. Só restava mudar o gênero da palavra.
Flexão de palavras, mas não de pensamentos.
O sinal do microondas nunca fora tão incômodo. 3 apitos uníssonos e mais 1 caneca de café requentado.
Doce. A única coisa que parecia doce ali sem ser o cheiro da minha pele.
Belo contraste com o amargo de meus pensamentos; e com a insônia a qual eles me proporcionavam.
Olheiras cor de terra; corpo alvo e lingerie negra. 
Só restava a vontade de recolher-me à cama vazia, mas ainda quente de pensamentos.
2 horas de sono e o resto do dia pela frente.
Mais uma vez: "- Bom dia!"

sábado, 14 de janeiro de 2012

Maria Capitolina Santiago


Talvez os olhos de cigana oblíqua e dissimulada, por muitos comentado, não passassem de meras bolas de gude feitas de vidro, enriquecidas com desdém.
Talvez houvesse traição ou talvez não.
Olhos chorosos, mas ainda sim envolventes. Inebriantes.
Dicotomia de significâncias e significados.
Pluralidade que afasta gente, que recrimina olhares e que semeia ingratidão.
Páginas chorosas por saudade de um amor infante, mal visto e que hoje são apenas apelos, afagos de um livro e do silêncio de Capitu.