às vezes mudamos
às vezes mundanos
por vezes mandados
contínuos; calados
domingo, 20 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Bom dia!
Antes das 7 a.m e meu café tinha gosto da pizza de ontem.
Olhos turvos, chuveiro quente e cansaço aderiram ao mesmo compasso.
A toalha fora necessária.
Volto ao meu café, mas antes dele 3 goles d'água com acréscimo de 1 comprimido.
Comprimido.
Era exatamente assim que eu estava. Só restava mudar o gênero da palavra.
Flexão de palavras, mas não de pensamentos.
O sinal do microondas nunca fora tão incômodo. 3 apitos uníssonos e mais 1 caneca de café requentado.
Doce. A única coisa que parecia doce ali sem ser o cheiro da minha pele.
Belo contraste com o amargo de meus pensamentos; e com a insônia a qual eles me proporcionavam.
Olheiras cor de terra; corpo alvo e lingerie negra.
Só restava a vontade de recolher-me à cama vazia, mas ainda quente de pensamentos.
2 horas de sono e o resto do dia pela frente.
Mais uma vez: "- Bom dia!"
sábado, 14 de janeiro de 2012
Maria Capitolina Santiago
Talvez os olhos de cigana oblíqua e dissimulada, por muitos comentado, não passassem de meras bolas de gude feitas de vidro, enriquecidas com desdém.
Talvez houvesse traição ou talvez não.
Olhos chorosos, mas ainda sim envolventes. Inebriantes.
Dicotomia de significâncias e significados.
Pluralidade que afasta gente, que recrimina olhares e que semeia ingratidão.
Páginas chorosas por saudade de um amor infante, mal visto e que hoje são apenas apelos, afagos de um livro e do silêncio de Capitu.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
ceifar
num entardecer de dezembro
as coisas tendem a turbidez
entrecortando a crase e ao ponto
passando a língua em vírgulas
entre balbucios e prenúncios agouros
tem-se novamente a escuridão
desamor com a alma sem calma
e um certo ardor em coração
tudo inebria escurece arrefece
e nem mesmo uma prece traria de volta a mim
um dia uma pessoa a qual eu quis assim
sem ponto num conto por um tonto
as coisas tendem a turbidez
entrecortando a crase e ao ponto
passando a língua em vírgulas
entre balbucios e prenúncios agouros
tem-se novamente a escuridão
desamor com a alma sem calma
e um certo ardor em coração
tudo inebria escurece arrefece
e nem mesmo uma prece traria de volta a mim
um dia uma pessoa a qual eu quis assim
sem ponto num conto por um tonto
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
novo jardim
Como sentir o choro por alguém que não conheces?
Como sentir tão grande afago pelo mesmo?
Onde eu escondo a saudade?
Quando essas interrogações sumirão?
Retomo então às saudosas sobrancelhas,
que felicitam-me por assim estar.
Escrevem em mim um pouco mais de saudade
enquanto recolhem o meu pranto a bradar.
Interjeições se fazem constantes tão quantas incertezas.
E por você não é a beleza.
É algo tão maior.
São versos pobres, de rimas falhas, mas em cada grafo
há felicidade, e em cada letra, esconde-se saudade.
Como sentir tão grande afago pelo mesmo?
Onde eu escondo a saudade?
Quando essas interrogações sumirão?
Retomo então às saudosas sobrancelhas,
que felicitam-me por assim estar.
Escrevem em mim um pouco mais de saudade
enquanto recolhem o meu pranto a bradar.
Interjeições se fazem constantes tão quantas incertezas.
E por você não é a beleza.
É algo tão maior.
São versos pobres, de rimas falhas, mas em cada grafo
há felicidade, e em cada letra, esconde-se saudade.
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