- Posso lhe dizer uma coisa?
- Mas tem que prometer que me entenderá.
A algum tempo atrás eu te amava mesmo,
agora eu também lhe amo, mas de forma diferente.
Antes era visível e previsível, mas agora
é encantador e atenuante.
Eu aprendi a controlar tudo isso.
Não sofro.
Não fico triste.
Apenas sorrio com você.
Apenas sorrio por você.
Eu sempre te amei, e é só com você que a lei do retorno acontece.
Não me importo por esse amor morrer e renascer.
É um ciclo viciante e contínuo.
É o passado ausente e presente.
Mas você ...
- Eu só queria ter coragem para lhe falar ...
quarta-feira, 16 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Ideia Inconsequente
Estão a desconfiar ...
Das nossas trocas de olhares,
dos nossos tocares.
E dizem que nos comunicamos
pela troca de amor.
Vieram me perguntar,
se eu gostava de você, mas eu
não soube nem responder.
Ousaram a dizer que daria certo,
que tudo era mais que versos.
Mas eu permaneci com meu pensamento incerto,
com os olhos abertos e medo de viver.
E isso tudo me leva a concluir, que:
Não vai dar certo.
Das nossas trocas de olhares,
dos nossos tocares.
E dizem que nos comunicamos
pela troca de amor.
Vieram me perguntar,
se eu gostava de você, mas eu
não soube nem responder.
Ousaram a dizer que daria certo,
que tudo era mais que versos.
Mas eu permaneci com meu pensamento incerto,
com os olhos abertos e medo de viver.
E isso tudo me leva a concluir, que:
Não vai dar certo.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
nada
Caminhava enquanto anoitecia, não eram nem 7 horas mas tudo estava muito escuro.
Estava escuro e eu gostava de ver minha sombra. Talvez eu só esteja vendo-a como em dias claros, mas
ela parecia mais apresentável.
Estava frio lá fora e meus passos eram agéis e desengonçados.
Sentia o vento frio arfar junto com a minha respiração e entorpecer meus pulmões.
O vento gélido beijava meus cabelos.
Minhas mãos estavam seguras no bolso do casaco.
Eu tinha rumo certo, mas queria não tê-lo.
Minha consciência manifestou-se e se pôs a falar.
Sabia que dali a 5 minutos ganharia companhia e minha conversa particular seria interrompida,
mas não me fazia diferença naquele instante. Eu ainda estava sozinha comigo.
Não que a companhia fosse desagradável, mas eu preferia surtar junto a meus pensamentos.
Nós de pensamentos me consumiam, mas não consegui chegar a lugar algum.
A companhia chegou e estava calada, eu ficava feliz pelo silêncio.
Depois, me envolveu num laço de abraço e se pôs a falar como era previsto, mas não fazia muita diferença,
eu não queria ouvir palavras vazias e minha cabeça entrava em conflito com minhas ideias num só giro.
Voltara aos meus pensamentos.
Era involuntário.
Era preciso.
Agora a minha cabeça dói.
Somente dói.
Minhas palavras cheias agora se tornaram versos vazios e frios.
Impensados e designados ao lugar nenhum.
Explorados pelo nada.
Estava escuro e eu gostava de ver minha sombra. Talvez eu só esteja vendo-a como em dias claros, mas
ela parecia mais apresentável.
Estava frio lá fora e meus passos eram agéis e desengonçados.
Sentia o vento frio arfar junto com a minha respiração e entorpecer meus pulmões.
O vento gélido beijava meus cabelos.
Minhas mãos estavam seguras no bolso do casaco.
Eu tinha rumo certo, mas queria não tê-lo.
Minha consciência manifestou-se e se pôs a falar.
Sabia que dali a 5 minutos ganharia companhia e minha conversa particular seria interrompida,
mas não me fazia diferença naquele instante. Eu ainda estava sozinha comigo.
Não que a companhia fosse desagradável, mas eu preferia surtar junto a meus pensamentos.
Nós de pensamentos me consumiam, mas não consegui chegar a lugar algum.
A companhia chegou e estava calada, eu ficava feliz pelo silêncio.
Depois, me envolveu num laço de abraço e se pôs a falar como era previsto, mas não fazia muita diferença,
eu não queria ouvir palavras vazias e minha cabeça entrava em conflito com minhas ideias num só giro.
Voltara aos meus pensamentos.
Era involuntário.
Era preciso.
Agora a minha cabeça dói.
Somente dói.
Minhas palavras cheias agora se tornaram versos vazios e frios.
Impensados e designados ao lugar nenhum.
Explorados pelo nada.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
respire e arrependa-se, pense e conforme-se
Arrependimento.
Todas essas letras doem.
A palavra me entorpece.
Me afogo em pensamento do que poderia ser.
Me vejo num presente que não é.
Você vem me falar de amor,
mas só agora eu descobri que te amava.
Você me castiga com a dor,
mas eu não sangro,
eu não sinto.
Apenas imagino como deveria ser, e isso eu te garanto que é bem pior.
E você me pergunta o que é pior.
Lhe interrogo.
- O que é pior?!
Eu respondo.
Sonhar com um presente que poderia existir e planejar o futuro do passado.
Sentes pena de mim agora, eu sei.
No fundo sei que também pensa como seria se fosse eu, mas já não lhe cabe responder.
Tens outrem.
Agora eu sei no que errei e temo não poder fazer nada, ou melhor,
eu não posso fazer nada e o que mais me choca é que cometo sempre o mesmo
erro sem perceber.
Foi sempre mais um sonho.
Foi sempre mais um pesadelo.
Foi sempre algo que se lembra e se esquece.
Só mais um arrependimento.
Todas essas letras doem.
A palavra me entorpece.
Me afogo em pensamento do que poderia ser.
Me vejo num presente que não é.
Você vem me falar de amor,
mas só agora eu descobri que te amava.
Você me castiga com a dor,
mas eu não sangro,
eu não sinto.
Apenas imagino como deveria ser, e isso eu te garanto que é bem pior.
E você me pergunta o que é pior.
Lhe interrogo.
- O que é pior?!
Eu respondo.
Sonhar com um presente que poderia existir e planejar o futuro do passado.
Sentes pena de mim agora, eu sei.
No fundo sei que também pensa como seria se fosse eu, mas já não lhe cabe responder.
Tens outrem.
Agora eu sei no que errei e temo não poder fazer nada, ou melhor,
eu não posso fazer nada e o que mais me choca é que cometo sempre o mesmo
erro sem perceber.
Foi sempre mais um sonho.
Foi sempre mais um pesadelo.
Foi sempre algo que se lembra e se esquece.
Só mais um arrependimento.
sábado, 22 de maio de 2010
Simples tentativa, II
2
Uma estrela não tão pequena assim.
(Continuação)
Uma estrela não tão pequena assim.
(Continuação)
- Não tenhas medo, eu sou quem você mais desejou.
E eu indaguei: - Meu anjo?!
-Sim, eu sou seu anjo.
Ouvindo isso voltei correndo para o lugar em que me encontrara antes, pensei que fosse onde ele estava, corri em volta daquele lugar e não o via.
- Meu anjo, onde tu estás?
- Estou ao seu lado meu amor. Eu posso lhe tocar, mas nesse momento ainda não podes me ver.
- Por que isso? Retruquei inconformada.
- Se confias em mim, acredite; ainda não é a hora.
- Eu acredito em você, mesmo pensando que és fruto da minha imaginação, mas toque-me, eu esperava ansiosamente por você desde que eu era menina.
Ele me tocou, senti seus leves lábios em minha nuca, uma onda de sensações se espalhou por todo meu corpo e pelo meu inconsciente, eu nunca tive uma sensação tão forte como esta, agora não pensava que o meu anjo fosse fruto da minha imaginação, parecia realmente existir.
- Diga amor, tens uma pergunta para me fazer, não tens? Disse-me o anjo.
- Na verdade tenho sim, mas como sabes?
- Isto não importa, faça-a logo, já não tenho muito tempo com você, terás de ser breve, tenho que partir.
- Não podes partir agora. Nas fotos, é você que estás comigo?
- Sim, sou eu.
- Por que não mostra seu rosto?
Nem nas fotos eu posso te ver, não lembro da tua imagem imponente nem em meus sonhos passados, seu rosto nunca aparecia, era tomado por uma neblina constante que sempre me afligia.
- Agora não precisas me ver, apenas eu necessito te ver, por isso estou aqui, lembre-se disso.
- E se você me esquecer, se não precisar mais me ver?
- Eu não vou lhe esquecer, penso em ti todos os dias e lhe observo quando pensas que não estou lá. Agora tenho que ir.
- Não se vá, fique mais um pouco, preciso de você.
- Agora não dá mais, lembras do pedido que fez a uma estrela?
- Como poderia esquecer?!
- Então... Sempre que quiseres me ver, fixe seu coração neste cordão que ela lhe deu e eu aparecerei pra você, mas use-o com prudência, só quando mais necessitares.
- Mas...
Fui cortada pelo silêncio, já não sentia mais sua presença ali, fui tentada a tocar no colar que ganhara da estrela novamente, mas ele foi bem ríspido ao dizer pra eu usá-lo somente quando mais necessitasse. Eu sentia falta da presença dele ali, mas não poderia arriscar, não queria perdê-lo.
E eu indaguei: - Meu anjo?!
-Sim, eu sou seu anjo.
Ouvindo isso voltei correndo para o lugar em que me encontrara antes, pensei que fosse onde ele estava, corri em volta daquele lugar e não o via.
- Meu anjo, onde tu estás?
- Estou ao seu lado meu amor. Eu posso lhe tocar, mas nesse momento ainda não podes me ver.
- Por que isso? Retruquei inconformada.
- Se confias em mim, acredite; ainda não é a hora.
- Eu acredito em você, mesmo pensando que és fruto da minha imaginação, mas toque-me, eu esperava ansiosamente por você desde que eu era menina.
Ele me tocou, senti seus leves lábios em minha nuca, uma onda de sensações se espalhou por todo meu corpo e pelo meu inconsciente, eu nunca tive uma sensação tão forte como esta, agora não pensava que o meu anjo fosse fruto da minha imaginação, parecia realmente existir.
- Diga amor, tens uma pergunta para me fazer, não tens? Disse-me o anjo.
- Na verdade tenho sim, mas como sabes?
- Isto não importa, faça-a logo, já não tenho muito tempo com você, terás de ser breve, tenho que partir.
- Não podes partir agora. Nas fotos, é você que estás comigo?
- Sim, sou eu.
- Por que não mostra seu rosto?
Nem nas fotos eu posso te ver, não lembro da tua imagem imponente nem em meus sonhos passados, seu rosto nunca aparecia, era tomado por uma neblina constante que sempre me afligia.
- Agora não precisas me ver, apenas eu necessito te ver, por isso estou aqui, lembre-se disso.
- E se você me esquecer, se não precisar mais me ver?
- Eu não vou lhe esquecer, penso em ti todos os dias e lhe observo quando pensas que não estou lá. Agora tenho que ir.
- Não se vá, fique mais um pouco, preciso de você.
- Agora não dá mais, lembras do pedido que fez a uma estrela?
- Como poderia esquecer?!
- Então... Sempre que quiseres me ver, fixe seu coração neste cordão que ela lhe deu e eu aparecerei pra você, mas use-o com prudência, só quando mais necessitares.
- Mas...
Fui cortada pelo silêncio, já não sentia mais sua presença ali, fui tentada a tocar no colar que ganhara da estrela novamente, mas ele foi bem ríspido ao dizer pra eu usá-lo somente quando mais necessitasse. Eu sentia falta da presença dele ali, mas não poderia arriscar, não queria perdê-lo.
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