quinta-feira, 5 de março de 2015

rocio de saudade

queria transforar toda a dor 
em poesia
que um dia já fora amor
e também maresia
hoje ela é só melancolia
de um tempo distante
que dantes reluzia

é rocio de saudade
que alimenta lembrança
mas nem mesmo acalanta
qualquer memória que for

é desvio de conduta passional
faz de nós animal
e acaba por encharcar de dor

mas desta última sou amiga
acompanha meus dias
e ainda diz que é tudo sobre o amor

se amor é isso
já não o quero
tens meu perdão sincero
com eterno clamor

aguentei o que pude
dessas vicissitudes
e por agora ando sem fulô

se andas infeliz
levanta o nariz
e procura outra flor

desta morta
não cultives mais
pobre do rapaz
é tarde demais
pra regar o amor

segunda-feira, 2 de março de 2015

La notte

[...]
Lo stomaco ha resistito anche se non vuol mangiare
Ma c'è il dolore che sale, che sale e fa male...
Arriva al cuore lo vuole picchiare più forte di me

Prosegue nella sua corsa, si prende quello che resta
Ed in un attimo esplode e mi scoppia la testa
Vorrebbe una risposta ma in fondo risposta non c'è
[...]
Mentre il dolore sul foglio è
[...]
Ma quando arriva la notte, la notte
E resto sola con me

La testa parte e va in giro
In cerca dei suoi perchè


Né vincitori né vinti



Si esce sconfitti a metà




La vita può allontanarci,





L'amore poi continuerà...




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

27 semanas

27 semanas e não mais escrita
fora só esse tempo que passou
parece tão menos
eu queria que fosse tão mais
pelo menos mais 2 anos de jejum
antes eu escrevia só pra mim
depois passei a escrever por nós
e tempo antes por você
se já não faz sentido ler para se abstrair a tristeza
qual o sentido do escrever?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Nada

Tem dias que a gente pensa que encontrou um amor pra vida toda, outros, a gente só desiste de pensar. Só sente. O pior é quando nem isso acontece, e então nos questionamos. Ainda bem que nos questionamos. O pior mesmo é quando a gente vai indo, indo, indo e não sabe nem pra onde e nem o porquê vai. O amor da vida não parece tão mais amor assim e as promessas e os sonhos estão distorcidos, amedrontados. E então, você olha pra trás com vontade de recuperar tudo aquilo que um dia lhe fez o presente, arrancando visceralmente tudo o que lhe faz doer. No entanto, olha pra frente e não vê nada que lhe queira voltar atrás. Nem seus sonhos, nem os planos. Se vê nú de ideias e ideais. E aí você procura pelo seu amor próprio, vai farejando por cada lixeira e não encontra nenhum rastro. E é isso que você tem hoje. Nada. Você que sempre quis um porto, hoje não tem nem mais pouso.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Retorno

Tenho engolido muita escrita desde a viagem. Tenho bebido lágrimas internas. Muitas notas no celular e poucas mesmo em papel. Desde que cheguei só compartilho minhas memórias com meu caderno verde. Pelo menos verde é a minha cor preferida e um alguém que me ouve sem julgar. Eu tenho muito a contar, sobre a viagem e sobre mim. Também queria felicitações pelo alcançar de um sonho. Uma pena não ter acontecido. Uma pena não mais sonhar. Que eu tenha um bom dia também. Acho que o básico da educação fora esquecido, assim como tantas outras coisas. A quem eu quero enganar?